Iraniana Nobel da Paz é levada à UTI após piora na prisão

Narges Mohammadi enfrenta problemas de saúde após sofrer um infarto dentro da prisão. Ela está detida por críticas ao regime iraniano

atualizado

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Reprodução/Fundação Narges
A iraniana Narges Mohammadi, vencedora do Nobel da Paz
1 de 1 A iraniana Narges Mohammadi, vencedora do Nobel da Paz - Foto: Reprodução/Fundação Narges

A iraniana Narges Mohammadi, vencedora do Nobel da Paz, foi internada nesta sexta-feira (1º/5) em um hospital em Zanjan, no Irã. Presa desde dezembro de 2025 por críticas a autoridades do país, ela enfrenta complicações de saúde de um infarto sofrido dentro da prisão.

Segundo a Fundação Narges, a transferência para uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) ocorreu após meses de negligência por parte da administração penitenciária.

De acordo com a família da iraniana, Mohammadi apresentou desmaios, dores no peito, vômitos e oscilações na pressão arterial. Após perder a consciência e receber atendimento interno, ela voltou a desmaiar, o que levou agentes da prisão de Zanjan a encaminhá-la ao hospital.

A fundação informou ainda que, em abril de 2026, o Instituto Médico Legal de Zanjan recomendou a suspensão da pena por um mês, por motivos de saúde. A medida, porém, foi rejeitada pela Procuradoria de Teerã.

A entidade acrescentou que a equipe jurídica da ativista “passou semanas defendendo sua permissão para sair da prisão, descrevendo seu estado de saúde como tendo atingido um ponto crítico”.

“Nos últimos dias, sua pressão arterial tem oscilado perigosamente entre 150/100 e 170/110, sem responder à medicação. Ela sofreu uma perda de peso impressionante de cerca de 20 kg e apresenta dores torácicas agudas e recorrentes”, informou.

Vencedora do Nobel da Paz de 2023, Narges Mohammadi é uma ativista conhecida pela luta contra a opressão às mulheres no Irã. Mohammadi foi presa pelo regime iraniano em dezembro de 2025 e, em fevereiro deste ano, condenada a mais de sete anos e meio de prisão. Ela passou 26 dias em confinamento solitário e foi transferida para a prisão de Zanjan em 10 de fevereiro de 2026.

Em comunicado, a fundação afirmou que a internação evidencia a gravidade do quadro e que a prisão “constitui uma ameaça direta e imediata ao seu direito à vida”.

“Exigimos o arquivamento imediato de todas as acusações e a anulação incondicional de todas as sentenças proferidas contra ela por seu trabalho pacífico em defesa dos direitos humanos. Exigimos sua libertação imediata e incondicional e sua transferência para os cuidados de sua equipe médica especializada em Teerã, bem como a libertação de todos os presos políticos atualmente detidos sob custódia iraniana”, disse.

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