Irã quis atacar a Ucrânia em julho, mas recuou após pedido de desculpas
Segundo militar do Irã, país estava pronto para atacar três pontos na Ucrânia após incidente com navio iraniano no Mar Cáspio

Um pedido público de desculpas evitou ataques do Irã contra a Ucrânia, que seriam respostas ao bombardeio de um navio iraniano no Mar Cáspio. A informação foi revelada nesta segunda-feira (3/8) pelo major-general Mohsen Rezaee, que atua como conselheiro militar do líder supremo do país persa, aiatolá Mojtaba Khamenei.
“Estávamos preparados para atacar três locais diferentes na Ucrânia”, revelou o major-general Mohsen Rezaee, do Corpo dos Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC). “Mas, depois que eles se desculparam publicamente por atacar nossa embarcação, decidimos não intensificar o conflito”.
Irã e Ucrânia entraram em rota de colisão no fim de julho, após o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, anunciar uma operação contra uma embarcação iraniana no Mar Cáspio. O navio foi atingido após acusações de que estaria transportando material militar para a Rússia.
A alegação do líder ucraniano foi rebatida por autoridades de Teerã, que negaram qualquer envolvimento do navio no envio de armas do Irã para o país liderado por Vladimir Putin. Além disso, o governo iraniano prometeu responder ao ataque contra a embarcação, que deixou um marinheiro morto e outros feridos.
A tensão diminuiu em 28 de julho, quando a Ucrânia recuou e disse não ter atacado o navio de forma intencional, apesar de Zelensky ter revelado que a operação foi conduzida com base em informações de inteligência.
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