Irã entrega lista de pontos inegociáveis para os EUA no Paquistão

Agência estatal iraniana informou que a lista inclui “questões nucleares e o Estreito de Ormuz”

atualizado

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O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, entregou uma lista com pontos considerados inegociáveis pelo governo iraniano durante uma visita ao Paquistão, segundo agência estatal iraniana.

A agência destacou, no entanto, que a troca de mensagens não integra diretamente as negociações entre Irã e Estados Unidos, mas tem o objetivo de esclarecer a posição iraniana sobre o cenário regional e seus pontos considerados inegociáveis. Outros detalhes não foram divulgados.

Atualmente, Araghchi está em São Petersburgo, onde tem encontro previsto com o presidente russo, Vladimir Putin.

Antes disso, o chanceler iraniano se reuniu com mediadores no Paquistão e em Omã. Já em território russo, ele afirmou à agência estatal IRNA que, durante a passagem pelo Paquistão, foram discutidas as condições para uma possível retomada das negociações entre Teerã e Washington.

Guerra no Oriente Médio

Estados Unidos e Israel entraram em conflito com o Irã em 28 de fevereiro, quando uma ofensiva conjunta matou o então líder supremo iraniano, Ali Khamenei, em Teerã.

Além dele, outras figuras importantes da cúpula iraniana foram mortas. Segundo autoridades americanas, a operação ainda teria destruído diversos alvos estratégicos, incluindo embarcações, sistemas de defesa aérea, aeronaves e instalações militares.

Como resposta, o governo iraniano realizou ataques em vários países do Oriente Médio, como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã. Teerã afirma que os alvos são interesses ligados aos Estados Unidos e a Israel nessas regiões.

Mais de 1.900 civis morreram no Irã desde o início dos confrontos. A Casa Branca informou que ao menos 13 militares americanos morreram em ataques atribuídos ao Irã.

O conflito também alcançou o Líbano, onde o Hezbollah, aliado de Teerã, lançou ofensivas contra o território israelense em resposta à morte de Khamenei. Em contrapartida, Israel intensificou bombardeios contra posições do grupo no país vizinho.

Com a morte de grande parte da sua liderança, um conselho do Irã elegeu um novo líder supremo: Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei.

O presidente dos EUA, Donald Trump, criticou a escolha, classificando-a como “um grande erro”. Ele afirmou que gostaria de ter participado do processo e considerou Mojtaba “inaceitável” para o cargo.

Fechamento do Estreito de Ormuz

A Guarda Revolucionária do Irã anunciou o novo fechamento do Estreito de Ormuz, em meio ao conflito com Estados Unidos e Israel, além de realizar disparos contra dois petroleiros de bandeira indiana que atravessavam a região. O grupo também declarou que as afirmações do presidente americano, Donald Trump, sobre a rota marítima “não têm validade”.

As ações ocorreram dois dias após Trump anunciar um cessar-fogo de 10 dias envolvendo Israel no Líbano, medida considerada um dos pontos centrais nas negociações relacionadas à guerra entre Estados Unidos, Irã e Israel.

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