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Mundo

Irã chama ações dos EUA de terrorismo e deve recusar novas negociações

De acordo com o porta-voz da chancelaria iraniana, Teerã ainda não decidiu se participará de novas negociações com os EUA no Paquistão

21/04/2026 17:07, atualizado 21/04/2026 18:23
Arte Metrópoles
Bandeira Irã e EUA - Metrópoles

O Irã indicou, nesta terça-feira (21/4), que ainda não decidiu se participará da nova rodada de negociações com os Estados Unidos prevista para ocorrer no Paquistão, aumentando a incerteza sobre o futuro do cessar-fogo entre os dois países.

A posição foi expressa pelo porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baghaei, que criticou duramente as recentes ações militares norte-americanas no mar. Segundo ele, operações contra embarcações iranianas equivalem a “pirataria marítima” e “terrorismo de Estado”.

“As mensagens e ações contraditórias dos Estados Unidos colocam em dúvida sua seriedade nas negociações”, afirmou Baghaei à TV estatal iraniana.

Ele acrescentou que Teerã só decidirá sobre sua participação quando houver sinais de que as conversas serão “orientadas para resultados”.

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Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump
Chanceler do Irã viaja à China para conversas em meio à guerra
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Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump
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Chanceler do Irã viaja à China para conversas em meio à guerra
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Chanceler do Irã viaja à China para conversas em meio à guerra

Ahmet Serdar Eser/Anadolu via Getty Images)

Escalada militar pressiona diálogo


Paquistão aguarda resposta

O impasse ocorre enquanto o governo do Paquistão tenta viabilizar uma segunda rodada de negociações entre as partes. O ministro da Informação paquistanês, Attaullah Tarar, afirmou que o país ainda aguarda uma resposta formal do Irã sobre o envio de uma delegação a Islamabad.

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O Paquistão, inclusive, instou os Estados Unidos e Irã a prorrogarem o cessar-fogo temporário e a manterem o caminho diplomático aberto em meio à escalada de tensões.

Segundo Tarar, há contato constante com autoridades iranianas, mas, até então, não havia confirmação da participação. Ele destacou que uma decisão antes do fim do cessar-fogo é “crucial” para a continuidade do processo diplomático.

Do lado norte-americano, o presidente Donald Trump elevou o tom ao ameaçar retomar bombardeios contra o Irã caso um acordo não seja encaminhado até o prazo final.

“Eu espero bombardear. Porque acho que esta é a melhor atitude para lidar com a situação”, disse Trump em entrevista à CNBC. Ele também afirmou que não considera estender a trégua e garantiu que as forças americanas estão “mais poderosas” após o período de cessar-fogo.