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Mundo

Sob influência de Trump, Colômbia endurece política migratória

Espriella ordenou operações para deter estrangeiros em situação irregular, com foco inicial em quem comete crimes na Colômbia

24/08/2026 16:40
Lucas Aguayo Araos/Anadolu via Getty Images
Abelardo De La Espriella, candidato a presidente da Colômbia - Metrópoles

O presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, ordenou nesta semana o início de operações coordenadas entre a autoridade migratória e a Polícia para identificar, deter e deportar imigrantes em situação irregular no país.

A medida segue uma agenda de linha-dura defendida pelo chefe de Estado durante a campanha e se aproxima das políticas migratórias adotadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

A determinação foi dada durante uma reunião do Conselho de Segurança realizada no domingo (23/8), em Barranquilla, no norte do país. Segundo um vídeo do encontro que vazou, De la Espriella orientou as autoridades a priorizar estrangeiros que tenham cometido crimes e, depois, aqueles que não estejam com a situação migratória regularizada.

“A ordem à imigração é clara. Primeiro, os que estão cometendo crimes; segundo, os que não têm sua situação regularizada e que, no curto prazo, terão que ser deportados”, afirmou.

De la Espriella também declarou que a operação deve começar imediatamente e assumiu a responsabilidade política e administrativa pela decisão.

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“Não vou aceitar a imigração ilegal. Primeiro, os colombianos, segundo os colombianos e terceiro os colombianos, para que fique claro para todo mundo”, disse.

A medida ocorre poucas semanas depois de De la Espriella assumir a Presidência, em 7 de agosto.

O início do governo foi marcado por uma agenda de endurecimento em diferentes áreas, posteriormente interrompida em razão do forte terremoto que deixou mais de 300 mortos, destruiu milhares de residências e colocou regiões do país em estado de emergência.

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Abelardo de la Espriella, eleito presidente da Colômbia
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Abelardo De La Espriella

Reprodução/Redes Sociais
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Abelardo de la Espriella, eleito presidente da Colômbia

Lucas Aguayo Araos/Anadolu via Getty Images

Venezuelanos são maioria

 A Colômbia se tornou, na última década, o principal destino de venezuelanos que deixaram o país em meio à crise econômica e política.

Segundo dados das autoridades migratórias, cerca de 2,8 milhões de venezuelanos viviam na Colômbia até junho deste ano. Mais de 527 mil estavam em situação irregular. O presidente colombiano é um admirador declarado do chefe da Casa Branca e já incorporou à sua agenda o princípio de priorizar os cidadãos nacionais.

“É uma ordem presidencial que deve começar a ser cumprida esta mesma semana. Não vou aceitar imigrantes ilegais, de onde quer que venham”, afirmou.

Paralelo com Trump

A política migratória anunciada pelo governo colombiano lembra as medidas implementadas por Trump nos Estados Unidos, especialmente pela prioridade dada à deportação de estrangeiros que estejam em situação irregular ou sejam suspeitos de crimes.

Tal aproximação também ocorre no discurso. Ao anunciar a operação, De la Espriella enfatizou repetidamente que os colombianos terão prioridade.

“Colombianos em primeiro lugar, colombianos em segundo e colombianos em terceiro. Que fique bem claro”, declarou.

A determinação prevê a atuação conjunta das autoridades migratórias e da Polícia para localizar estrangeiros em situação irregular. A primeira prioridade será dada aos imigrantes que tenham cometido crimes. Em seguida, serão avaliados aqueles que estejam no país sem a documentação necessária.

“Na Colômbia, eles saem e nós os deportamos. É uma decisão política, e eu assumo a responsabilidade por ela, e é uma decisão administrativa”, afirmou.