Imprensa europeia repercute cumprimento da pena de prisão de Bolsonaro

“É o momento com o qual sonharam muitos democratas brasileiros, militantes de esquerda e familiares das vítimas da Covid”, diz o El País

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1 de 1 gifbolsonaro - Foto: Vinícius Schmidt/Metrópoles

A imprensa europeia repercute nesta quarta-feira (26/11) o início do cumprimento das penas pela trama golpista do ex-presidente Jair Bolsonaro e seis de seus aliados. O Supremo Tribunal Federal (STF) considerou que não cabem mais recursos e o processo transitou em julgado.

“Bolsonaro vai cumprir sua pena de 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado” é o título de uma matéria do jornal francês Le Monde. O diário destaca que a decisão do STF é anunciada menos de três meses após uma condenação histórica no Brasil devido ao um projeto “que previu até o assassinato de Lula”.

A emissora France24 reitera que em setembro, Bolsonaro foi considerado culpado por liderar uma organização criminosa que garantiria sua permanência no poder após a derrota nas eleições de outubro de 2022.

Agora, a menos um ano da próxima disputa eleitoral, o ex-presidente está detido em uma pequena cela de 12m2 na Superintendência da Polícia Federal de Brasília, equipada com frigobar, ar-condicionado e uma televisão, completa a matéria.

O jornal português Público lembra que a decisão foi tomada na terça-feira (25/11) pelo juiz do STF Alexandre de Moraes, que considerou que a defesa esgotou os recursos. A reportagem salienta que Bolsonaro já estava detido desde o último sábado (22/11), a título preventivo, por “risco de fuga”, após tentar retirar a tornozeleira eletrônica que usava para monitoramento.

O jornal britânico The Guardian destaca que outros aliados de Bolsonaro na tentativa de golpe de Estado também começaram a cumprir suas penas, entre eles, os generais Walter Braga Netto, Augusto Heleno e Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, além do ex-comandante da Marinha Almir Garnier Santos.

“Período calamitoso”

O correspondente do diário no Brasil, Tom Philipps, ressalta que a prisão do ex-presidente é comemorada por brasileiros progressistas, que lembram do governo de Bolsonaro como “um período calamitoso de devastação ambiental, isolamento internacional e hostilidade às minorias”, além das centenas de milhares de mortes durante a pandemia de Covid, “gerenciada de forma catastrófica” devido à “postura anticientífica” do ex-presidente.

Mas apoiadores de Bolsonaro entrevistados pelo jornalista do The Guardian condenam sua prisão e dizem acreditar em “uma caça às bruxas”. Alguns deles defendem a mobilização da população para protestar contra a decisão do STF.

No entanto, até o momento, não houve sinais de manifestações em massa, diz a matéria, afirmando que “apenas pequenos grupos de bolsonaristas têm se reunido para rezar em frente ao complexo da Polícia Federal em Brasília”.

“Chegou o momento com o qual sonharam muitos democratas brasileiros, militantes de esquerda e familiares das vítimas da Covid”, diz o jornal El País.

A correspondente do diário espanhol no Brasil, Naiara Galarraga Cortázar, afirma que nem os esforços da família Bolsonaro para tentar convencer o Congresso a adotar uma lei de anistia, nem a imensa pressão do presidente americano, Donald Trump, conseguiram salvar o ex-presidente por tentar subverter a ordem constitucional, escreve.

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