Hantavírus: transmissão em cruzeiro é entre humanos, diz África do Sul

Passageiro que está em UTI na África do Sul testou positivo para a única cepa do vírus que tem transmissão entre humanos

atualizado

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Micrografia eletrônica de transmissão (TEM) colorida de partículas de Hantavírus. Metrópoles
1 de 1 Micrografia eletrônica de transmissão (TEM) colorida de partículas de Hantavírus. Metrópoles - Foto: Getty Images

O ministro da Saúde da África do Sul, Aaron Motsoaledi, afirmou nesta quinta-feira (6/5) que exames preliminares indicam que a contaminação por hantavírus de um dos passageiros que estava no cruzeiro MV Hondius está contaminado com a cepa “Andes”, a única que tem transmissão entre humanos.

A confirmação reforça a sugestão da Organização Mundial da Saúde (OMS) de que poderia estar tendo transmissão entre humanos do vírus no cruzeiro. “Os testes preliminares mostram que, de fato, trata-se da cepa Andes”, declarou o ministro em coletiva de imprensa.

O passageiro que está na África do Sul apresentou sintomas em 24 de abril e procurou o médico do cruzeiro. Ele tinha febre, falta de ar e sinais de pneumonia. O homem foi levado à África do Sul em 27 de abril, onde está internado em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Nesta quinta-feira (6/5), a OMS também confirmou o terceiro caso de hantavírus no navio. O passageiro está na Suíça, onde está recebendo cuidados. São oito casos, dos quais três foram confirmados como hantavírus por testes laboratoriais.

O que é o hantavírus

O hantavírus é uma doença respiratória rara. A principal via de transmissão é por meio de contato com excreções (urina, fezes, saliva) de roedores silvestres ou superfícies contaminadas. Mas, embora rara, a transmissão entre pessoas foi relatada com o vírus em contatos próximos e prolongados.

O período de incubação é de, geralmente, duas a quatro semanas. Os sintomas iniciais são febre, dor de cabeça, dores musculares, calafrios e problemas gastrointestinais. Mas pode evoluir para dificuldade respiratória e hipotensão.

Não existem vacinas ou tratamentos específicos. A sobrevida aumenta com o suporte médico precoce e internação em UTIs. O risco global é atualmente avaliado pela OMS como baixo, embora dependa de fatores ecológicos que afetam as populações de roedores.

 

 

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