Haiti: 24 pessoas são resgatadas de escombros uma semana após terremoto

Dos sobreviventes, 4 são crianças. O total de mortos é 2.207 e pelo menos 334 pessoas estão desaparecidas, além de outros 12.268 feridos

atualizado 23/08/2021 17:14

Trabalho de resgate no Haiti

Uma semana depois do terremoto que atingiu o sudoeste do Haiti, 24 pessoas foram encontradas com vida na região montanhosa do Pic de Macaya, localizada entre as cidades de Lei Cayes e Jérémie, duas das mais afetadas pelo abalo. Quatro dos sobreviventes são crianças.

A Proteção Civil haitiana informou, nesse domingo (22/8), que o grupo foi levado de helicóptero para a cidade de Camp-Perrin, onde recebeu assistência médica e alimentar.

De acordo com o jornal Folha de S.Paulo, a quantidade de mortos por causa do sismo, que aconteceu em 14 de agosto, subiu para 2.207 no último final de semana. Ainda estão desaparecidas 334 pessoas e outras 12.268 estão feridas.

Conforme as autoridades avançam, de maneira lenta, é possível observar mais danos materiais nos territórios afetados. Aproximadamente 130 mil casas já tiveram a estrutura comprometida e 600 mil haitianos, em um país com pouco mais de 11 milhões de habitantes, foram afetados de maneira direta.

Um tremor secundário, de magnitude 4.5 foi registrado pelo centro sismológico haitiano em Barradères, no departamento de Nipples, na noite desse domingo. As autoridades não confirmaram novos estragos, mas a Proteção Civil solicitou que os habitantes tomem cuidado com prédios que já têm rachaduras.

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O jornal haitiano Le Nouvelliste revelou que 266 escolas, tanto da rede pública quanto da privada, foram destruídas ou parcialmente danificadas durante o terremoto, muitas das quais estavam sendo reconstruídas depois do furacão Matthew, que passou pelo país há cinco anos e deixou mais de 800 mortos. Três estudantes perderam a vida.

As autoridades haitianas apresentaram dificuldade em distribuir água e alimentos em locais remotos devido à presença de gangues locais, que atuam de maneira intensa na comunidade desde a década de 1990 e vêm bloqueando algumas vias.

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