Guerra entre EUA, Israel e Irã afeta o futebol e mexe com a Copa 2026
Por conta da guerra iniciada por EUA e Israel, Irã anunciou que sua seleção não participará da Copa de 2026, disputada na América do Norte
atualizado
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Além dos bombardeios e mortes, a guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã já afeta diretamente até o futebol, e mexeu diretamente com a Copa do Mundo de 2026, após a seleção iraniana desistir de participar do torneio.
Copa e Guerra
- Faltando pouco mais de 90 dias para a abertura da Copa do Mundo 2026, o maior torneio de futebol do mundo enfrenta reflexos diretos da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã.
- A competição será disputada em junho nos EUA, México e Canadá.
- O governo do Irã anunciou que a seleção do país desistiu de participar da competição após os ataques contra o território iraniano.
- Além disso, existem questionamentos sobre a possibilidade de punições contra os EUA, que iniciou não só a guerra no Irã, como também interferiu na política interna da Venezuela no início do ano com a captura de Maduro. Tais ações são incompatíveis com estatutos da Fifa.
- Em 2022, a Rússia foi excluída da Copa do Mundo no Catar após iniciar a guerra na Ucrânia.
Em uma declaração, o ministro dos Esportes do Irã, Ahmad Doyanmali, anunciou a desistência do país em participar do torneio, que será disputado nos EUA, México e Canadá.
“Sabendo que este governo corrupto assassinou nosso líder, as condições não são adequadas para participar da Copa do Mundo”, declarou Doyanmali. “Dadas as ações prejudiciais que eles [EUA] tomaram contra o Irã, impondo a nós duas guerras em oito ou nove meses e causando a morte de milhares de nossos compatriotas, é impossível para nós participarmos deste torneio”.
Depois da declaração do Irã, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, se pronunciou pela primeira vez sobre o conflito no Oriente Médio — e seus possíveis impactos para a Copa.
Em meio à escalada no conflito, que envolve diretamente um país que é sede do torneio, o chefe da entidade máxima do futebol mundial conversou com o presidente dos EUA, Donald Trump, sobre a preparação para a Copa e as consequência da guerra com o Irã.
Infantino revelou que Donald Trump afirmou que a seleção iraniana seria “bem-vinda” para disputar o campeonato, apesar de crise militar entre Washington e Teerã.
“Durante a conversa, o presidente Trump reiterou que a seleção iraniana é, naturalmente, bem-vinda para competir no torneio nos Estados Unidos”, disse o presidente da Fifa em um comunicado divulgado no Instagram.
Na mensagem, Infantino ainda classificou a Copa de 2026 como uma oportunidade para “unir pessoas”, e agradeceu o “apoio” de Donald Trump — a quem concedeu o Prêmio da Paz da Fifa no último ano.
A Fifa também descartou qualquer possibilidade do adiamento da Copa do Mundo por conta dos impactos da guerra no Oriente Médio, envolvendo diretamente um dos três países sedes.
“Em algum momento chegaremos a uma resolução [do conflito] e a Copa do Mundo acontecerá, obviamente. A Copa do Mundo é grande demais e esperamos que todos os classificados possam participar”, disse o diretor de operações da entidade, Heimo Schirgi.
Questionamentos
O Metrópoles questionou a Fifa se os EUA, apesar de ser uma das sedes do torneio, poderia sofrer sanções da entidade como a aplicada contra a Rússia em 2022. Na época, a seleção russa foi excluída da Copa do Mundo no Catar após iniciar a guerra na Ucrânia — assim como o país liderado por Trump fez neste mês contra Irã.
A entidade máxima do futebol deve agir diante da desistência do Irã também foi perguntada sobre como deve agir diante da desistência do Irã, que integra o grupo G, ao lado de Bélgica, Egito e Nova Zelândia.
Até a publicação desta reportagem, a Fifa não retornou os contatos. O espaço segue aberto para manifestações.






