Guarda do Irã faz alerta e ameaça destruir centros de IA em Israel
Guarda Revolucionária amplia tom, inclui centros de IA em Israel entre possíveis alvos e eleva tensão com EUA e aliados na região
atualizado
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A Guarda Revolucionária Islâmica emitiu um alerta nesta terça-feira (7/4) direcionado a países vizinhos e a centros estratégicos em Israel, ampliando o tom de confronto em meio à escalada militar envolvendo o Irã, os Estados Unidos e aliados regionais, após novas declarações de Donald Trump.
Nas redes sociais, o chefe do Comando Militar, Ebrahim Zolfaghari, afirmou que abandonou restrições anteriores na escolha de alvos e que, a partir de agora, não levará mais em consideração fatores de contenção adotados por “boa vizinhança”.
“Mantenham-se afastados dos centros de IA israelenses porque, em resposta aos ataques contra universidades, destruiremos esses centros”, afirmou.
Segundo o comunicado, o país está preparado para responder de forma mais abrangente a qualquer nova ofensiva.
Escalada militar
A declaração ocorre em um momento de forte tensão regional, marcado por trocas de ameaças e operações militares envolvendo diferentes atores.
Segundo autoridades iranianas, ações recentes atribuídas a forças dos Estados Unidos e de Israel atingiram instalações econômicas e energéticas no território iraniano, incluindo áreas ligadas à exportação de petróleo.
O posicionamento iraniano também reforça uma mudança de postura em relação a fases anteriores do conflito.
Apesar de afirmar que não iniciou ataques contra civis, a Guarda Revolucionária indicou que responderá a qualquer agressão que envolva infraestrutura considerada civil, ampliando o escopo potencial de retaliação.
O alerta foi acompanhado de orientações diretas à população e a países da região, com recomendações para que civis evitem áreas consideradas sensíveis e possíveis zonas de risco.
Em publicações e comunicados, autoridades militares iranianas sugerem que determinadas localidades passem a ser tratadas como áreas militares fechadas, com restrições de circulação.
A escalada ocorre paralelamente à pressão exercida pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que tem feito ultimatos públicos ao Irã relacionados à reabertura de rotas estratégicas como o Estreito de Ormuz. As exigências incluem condições que Teerã rejeita, classificando-as como imposições sob ameaça.
