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Mundo

Governo Trump não pretende apoiar Flávio como líder brasileiro, diz Reuters

Após fuga, Flávio Bolsonaro primeiro se autoproclamou "verdadeiro presidente eleito", recuou e agora diz ser "líder do Brasil"

30/10/2026 10:25, atualizado 30/10/2026 10:31
Lara Abreu / Arte Metrópoles
Classificação das facções como terroristas foi feita após Flávio Bolsonaro e Donald Trump se encontrarem na Casa Branca

A gestão de Donald Trump não deve reconhecer Flávio Bolsonaro (PL) como líder brasileiro. O senador está nos Estados Unidos desde a última quarta-feira (28/10) depois de perder as eleições para Lula, de onde publicou carta se autointitulando “o verdadeiro presidente eleito do Brasil”. Minutos depois, o candidato derrotado recuou, e se autoproclamou “líder do Brasil”.

De acordo com fontes ouvidas pela agência de notícias Reuters, a Casa Branca não deve endossar esse discurso do político brasileiro, embora tenha fornecido apoio para Flávio Bolsonaro deixar o Brasil rumo à Miami. Ressaltando que Trump ainda pode mudar de ideia, a avaliação é que a administração não tem, no momento, planos de apoiar as ambições políticas de Flávio.

Para estes interlocutores da Casa Branca, a postura da administração trumpista sugere que o líder norte-americano possa estar relutante em provocar uma nova crise nas relações com o Brasil. A mesma postura, conforme já revelou o Metrópoles, também é adotada pelo governo brasileiro.


Fuga de Flávio Bolsonaro

  • Flávio Bolsonaro foi alvo de um pedido de retenção de passaportes após perder as eleições para a Presidência da República.
  • O político é investigado em diferentes inquéritos. Entre eles, Flávio é investigado por suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção.
  • O pedido partiu da Polícia Federal (PF), que apontou risco de fuga do senador do Brasil em meio à derrota nas eleições. A solicitação foi atendida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
  • A devolução não foi cumprida e, cerca de dois dias após as eleições, o senador deixou o Brasil utilizando um passaporte italiano.
  • A partida para outro país implica descumprimento de decisão judicial por Flávio, que havia sido impedido de deixar o Brasil em meio ao risco apontado pela PF.
  • Apesar disso, o Departamento de Estado informou que concederia vistos a Flávio e sua família para que eles pudessem entrar e ficar no país.

Nos últimos dias, o presidente dos Estados Unidos fez críticas ao processo eleitoral brasileiro e chegou a levantar suspeitas de fraude do pleito, mesmo sem apresentar provas. Nessa quinta-feira (29/10), Trump chegou a dizer que as eleições no Brasil teriam sido uma “desgraça”. O republicano disse ainda que Lula teria pedido a ele que adotasse uma postura de neutralidade na disputa.

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Mesmo sem reconhecer o resultado que reelegeu Lula para um quarto mandato, Donald Trump se recusou a responder sobre quem reconhecia como “legítimo presidente do Brasil” ao ser questionado por jornalistas. Para membros do governo Lula ouvidos pelo Metrópoles, os Estados Unidos têm sido cautelosos sobre o tema por não haver espaço para questionar o pleito.

Auxiliares do petista acreditam ainda que a Casa Branca está isolada ao silenciar sobre as eleições, uma vez que o resultado foi reconhecido por lideranças e observadores internacionais, partidos brasileiros — inclusive o PL, legenda do candidato derrotado, Flávio Bolsonaro — e representantes do Legislativo e Judiciário locais.

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Flávio Bolsonaro desembarcou nos Estados Unidos em um avião particular
Flávio não cumpriu a decisão de Moraes e embarcou com passaporte italiano
Flávio Bolsonaro desembarcou nos Estados Unidos em um avião particular
Flávio não cumpriu a decisão de Moraes e embarcou com passaporte italiano
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Flávio não cumpriu a decisão de Moraes e embarcou com passaporte italiano

Joe Raedle/Getty Images
Flávio Bolsonaro desembarcou nos Estados Unidos em um avião particular
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Flávio Bolsonaro desembarcou nos Estados Unidos em um avião particular

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Flávio não cumpriu a decisão de Moraes e embarcou com passaporte italiano
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Flávio não cumpriu a decisão de Moraes e embarcou com passaporte italiano

Reprodução/ CNN
Flávio Bolsonaro desembarcou nos Estados Unidos em um avião particular
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Flávio Bolsonaro desembarcou nos Estados Unidos em um avião particular

Reprodução/CNN

Fuga de Flávio Bolsonaro

O senador deixou o Brasil dois dias após perder as eleições e afirmar que não reconheceria o resultado do pleito. A fuga foi feita pela fronteira com a Argentina, por meio da Ponte da Fraternidade, que liga Foz do Iguaçu (PR) a Puerto Iguazú.

Cerca de 40 minutos depois, Flávio embarcou, acompanhado da esposa e das duas filhas, em um avião da empresa privada Baires Fly com destino a Guayaquil, no Equador. De lá, a família seguiu para Miami, onde chegou na manhã de quarta-feira (28/10).

O jato particular foi providenciado por Jason Miller, assessor de comunicação da Casa Branca, que confirmou ao Metrópoles, com exclusividade, sua participação no plano de fuga de Flávio Bolsonaro. Trump autorizou a entrada temporária do candidato derrotado no país.

Após chegar no país, o senador publicou uma carta na qual fez críticas ao sistema eleitoral brasileiro e se autointitulava “o verdadeiro presidente eleito do Brasil”. Minutos depois, em uma nova versão do documento, Flávio Bolsonaro recuou e os termos foram substituídos por “líder do Brasil”.