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Mundo

Assessor de Trump confirma ter providenciado jato para fuga de Flávio

Ao Metrópoles, o assessor Jason Miller confirmou ter sido responsável pelo transporte aéreo. Trump autorizou a entrada de Flávio nos EUA

29/10/2026 17:07, atualizado 29/10/2026 17:17
Joe Raedle/Getty Images
Um avião que transporta o candidato à presidência do Brasil, Flávio Bolsonaro, e sua família chega ao Aeroporto Executivo Miami-Opa Locka, em 28 de outubro de 2026, em Miami, Flórida

Assessor de comunicação da Casa Branca, Jason Miller confirmou ao Metrópoles que providenciou o jato usado pelo senador Flávio Bolsonaro, na quarta-feira (28/10), durante a fuga do Brasil para os Estados Unidos.

A informação da participação da Casa Branca na fuga de Flávio foi divulgada inicialmente pelo jornal norte-americano The New York Times. Ao Metrópoles, Miller confirmou a participação no plano para levar o candidato derrotado na eleição brasileira ao território norte-americano.

Donald Trump autorizou a entrada temporária do senador no país. Flávio e familiares entraram por meio do chamado “parole”, mecanismo que possibilita a permanência temporária de estrangeiros em território norte-americano por razões humanitárias urgentes ou por benefício público significativo.

Trump concedeu o visto temporário a Flávio, que “provavelmente terá uma residência permanente assegurada posteriormente”, segundo o NYT.

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O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos confirmou ao jornal que o senador e os familiares que o acompanhavam passaram por inspeção do Serviço de Alfândega e Proteção de Fronteiras e foram liberados ao fim do procedimento.

Na quarta-feira (28/10), o presidente norte-americano confirmou publicamente que Flávio havia recebido permissão para entrar no país.

O jatinho providenciado por Jason Miller

O jatinho particular que levou Flávio Bolsonaro e família da Argentina para os EUA é um Gulfstream G400, de matrícula LV-JQW, da empresa argentina Baires Fly.

A aeronave comporta 13 passageiros em poltronas estofadas, que podem se tornar seis camas, forno de convecção, iPads e cozinha traseira, com atendimento personalizado disponível 24 horas, segundo o site da empresa. O jato atinge 935 km/h.

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Veja fotos de jatinho que Flávio teria usado para fugir aos EUA
Jato Gulfstream G400 da empresa Baires Fly
Jato Gulfstream G400 da empresa Baires Fly usado por Flávio Bolsonaro em fuga para os EUA
Jato Gulfstream G400 da empresa Baires Fly usado por Flávio Bolsonaro em fuga para os EUA
Jato Gulfstream G400 da empresa Baires Fly
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Jato Gulfstream G400 da empresa Baires Fly

Reprodução/Baires Fly
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Jato Gulfstream G400 da empresa Baires Fly
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Jato Gulfstream G400 da empresa Baires Fly usado por Flávio Bolsonaro em fuga para os EUA
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Jato Gulfstream G400 da empresa Baires Fly usado por Flávio Bolsonaro em fuga para os EUA

Reprodução/Baires Fly

Flávio deve solicitar green card

Uma autoridade norte-americana afirmou ao The New York Times que Flávio Bolsonaro deve solicitar futuramente o green card, documento que concede residência permanente nos Estados Unidos. Segundo a fonte, o pedido poderá ser processado de forma acelerada, como ocorreu com o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), irmão mais novo do senador, que obteve residência permanente em julho deste ano.

O jornal também identificou, por meio da análise de registros públicos do governo norte-americano, indícios de que Flávio apresentou um passaporte diplomático brasileiro já cancelado ao chegar aos Estados Unidos.

Na segunda-feira (26/10), a Polícia Federal (PF) solicitou que o senador entregasse os passaportes em até 24 horas. A medida ocorreu em meio a investigações sobre os vínculos de Flávio com um advogado brasileiro, Willer Tomaz, acusado de lavagem e dinheiro por meio de um esquema envolvendo jogos de azar on-line.

O senador também é investigado por suspeitas relacionadas à arrecadação de recursos para financiar o filme, Dark Horse, sobre o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, com dinheiro atribuído ao banqueiro Daniel Vorcaro, investigado em um amplo esquema de corrupção.

Como Flávio não entregou os documentos até a manhã de terça-feira (27/10), as autoridades brasileiras os cancelaram e emitiram um alerta migratório para impedir sua saída do país, segundo o jornal.

A PF afirmou não ter registro oficial da saída do senador do Brasil e informou que investiga as circunstâncias da viagem e um possível descumprimento de determinações judiciais. A corporação ressaltou, porém, que restrições de circulação e o cancelamento de documentos não tornam automaticamente uma pessoa fugitiva nem justificam, por si só, uma prisão.

Trajeto até os Estados Unidos

Segundo autoridades migratórias argentinas citadas pelo New York Times, Flávio, a mulher e as duas filhas entraram na Argentina às 22h50 de terça-feira, por meio da Ponte da Fraternidade, que liga Foz do Iguaçu, no Paraná, a Puerto Iguazú.

A polícia federal argentina afirmou não ter registro da entrada da família.

Cerca de 40 minutos depois, Flávio e seus familiares embarcaram em um avião da empresa privada Baires Fly com destino a Guayaquil, no Equador. De lá, seguiram para Miami, onde chegaram na manhã dessa quarta-feira (28/10).

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Senador fugiu do Brasil após derrota nas eleições presidenciais
Empresa de jatinho que levou Flávio aos EUA é investigada na Argentina
Flávio Bolsonaro em aeroporto dos Estados Unidos
Flávio não cumpriu a decisão de Moraes e embarcou com passaporte italiano
Flávio Bolsonaro desembarcou nos Estados Unidos em um avião particular
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Flávio Bolsonaro desembarcou nos Estados Unidos em um avião particular

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Senador fugiu do Brasil após derrota nas eleições presidenciais
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Senador fugiu do Brasil após derrota nas eleições presidenciais

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Empresa de jatinho que levou Flávio aos EUA é investigada na Argentina
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Empresa de jatinho que levou Flávio aos EUA é investigada na Argentina

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Flávio Bolsonaro em aeroporto dos Estados Unidos
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Flávio Bolsonaro em aeroporto dos Estados Unidos

CNN/ Reprodução
Flávio não cumpriu a decisão de Moraes e embarcou com passaporte italiano
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Flávio não cumpriu a decisão de Moraes e embarcou com passaporte italiano

Reprodução/ CNN

Uma pessoa familiarizada com a logística afirmou ao jornal que o plano começou a ser organizado na segunda-feira, após a determinação para que Flávio entregasse os passaportes.

O presidente da Argentina, Javier Miler se recusou a comentar o caso, enquanto a Casa Branca remeteu às declarações públicas do presidente Donald Trump, que confirmou ter autorizado a entrada do senador nos Estados Unidos.

Após chegar a Miami, Flávio divulgou uma carta em que afirmou ser alvo de perseguição política e agradeceu a Trump e ao presidente argentino. Inicialmente, apresentou-se como o “verdadeiro presidente eleito do Brasil”, mas depois alterou o trecho para “líder do Brasil”.

No fim do documento, porém, manteve a afirmação de que seria o presidente eleito e alegou fraude na eleição, sem apresentar provas.