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Mundo

Governo Trump convida Brasil para evento contra a "extrema esquerda"

Ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, recebeu convite dos EUA para evento que deve tratar sobre "terrorismo de esquerda"

10/07/2026 19:54
Andrew Harnik/Getty Images
Foto colorida mostra os presidentes Trump (EUA) e Lula (Brasil) - Metrópoles

O Brasil, representado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, entrou na lista de países convidados para um evento organizado pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos, previsto para ocorrer na próxima semana, que deve tratar sobre o “terrorismo de esquerda”.

A informação foi divulgada nesta sexta-feira (10/7) pelo jornal The Washington Post e confirmada pelo Metrópoles junto ao Itamaraty e à diplomacia norte-americana.

Segundo o jornal dos EUA, o porta-voz do Departamento de Estado, Tommy Pigott, afirmou que o evento foi organizado para debater o “ressurgimento do terrorismo transnacional de esquerda”, que é visto pelo governo de Donald Trump como “uma antiga ameaça”.

Questionado pelo Metrópoles sobre o assunto, um porta-voz do Departamento de Estado dos EUA tratou o evento como uma reunião sobre o “ressurgimento do terrorismo político”. 

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A reunião está prevista para o dia 16 de julho, em Washington, e será liderada pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio. Além do Brasil, a diplomacia dos EUA convidou representantes de mais de 60 países, incluindo nações das Américas, Europa e Ásia.

Fontes ligadas ao Ministério das Relações Exteriores do Brasil, ouvidas pela reportagem sob condição de anonimato, informaram que o ministro Mauro Vieira recebeu o convite para o evento. No entanto, a participação do chanceler brasileiro ainda não foi confirmada.

O convite de Rubio a Vieira surgiu na mesma semana em que EUA e Brasil voltaram a viver momentos de tensão na relação entre os dois países.

Ao comentar a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas, o chanceler brasileiro apontou riscos de intervenção militar norte-americana no Brasil com base na decisão da administração Trump.

Na terça-feira (7/7), o Departamento de Estado dos EUA classificou as falas de Mauro Vieira como “absurdas” e disse que “alegações vagas” podem “ajudar e incentivar” grupos terroristas.