General dos EUA chega à Colômbia para reforçar combate a cartéis
Visita ocorre após Bogotá aderir à coalizão contra cartéis liderada por Washington e em meio à nova política de segurança de Espriella

O comandante do Comando Sul dos Estados Unidos, general Francis L. Donovan chegou à Colômbia na quarta-feira (26/8) para se reunir com integrantes da nova cúpula das Forças Armadas colombianas e discutir estratégias conjuntas de combate ao crime organizado transnacional.
A visita ocorre em meio à aproximação entre os governos de Donald Trump e Abelardo de la Espriella na área de segurança.
Já sob o comando de Abellardo De la Espriella, Bogotá passou a integrar recentemente a Coalizão das Américas contra os Cartéis (A3C), iniciativa liderada por Washington para ampliar a cooperação entre países do continente no enfrentamento ao narcotráfico, ao terrorismo e a redes criminosas transnacionais.
Em publicação nas redes sociais, o Comando Sul afirmou que Donovan viajou à Colômbia para “se encontrar com os novos líderes militares do país para discutir esforços conjuntos no combate aos narcoterroristas e no fortalecimento da parceria de segurança entre os EUA e a Colômbia”.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesO Comando Sul destacou ainda que a Colômbia é um parceiro histórico dos Estados Unidos no combate aos cartéis e classificou o país como um importante ator da segurança regional. A corporação ressaltou a entrada de Bogotá na A3C.
Como parte da aproximação entre os dois países, Estados Unidos e Colômbia também acertaram o empréstimo de três drones MQ-9A Reaper para apoiar operações contra organizações criminosas.
Nova política de segurança
- A chegada de Donovan ocorre após De la Espriella assumir a Presidência da Colômbia com a promessa de abandonar a política de negociações adotada pelo governo anterior, de Gustavo Petro, e intensificar o enfrentamento direto às organizações criminosas.
- O novo governo prepara uma reforma para classificar guerrilheiros, narcotraficantes e outras organizações criminosas como terroristas.
- A proposta deverá ser encaminhada ao Congresso e prevê a criação de um marco jurídico específico para definir o terrorismo e estabelecer instrumentos de combate aos grupos enquadrados nessa categoria.
- O ministro do Interior, Rodrigo Lara, afirmou que trabalha na elaboração de um “estatuto antiterrorista”.
- A proposta surge em meio ao que o governo colombiano considera o pior surto de violência no país na última década.
EUA ampliam estratégia contra narcotráfico
Questionado sobre a possibilidade de ações militares contra grupos armados na Colômbia, Hegseth citou dissidentes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e o Exército de Libertação Nacional (ELN). Na sequência, ampliou a declaração para outras organizações classificadas pelos Estados Unidos como terroristas.
“Organizações terroristas designadas com governos parceiros serão alvo legítimo do governo dos Estados Unidos, com governos parceiros, incluindo a Colômbia”, afirmou.








