Gaza: mais de 100 crianças foram mortas após cessar-fogo, diz Unicef
A denúncia foi feita pelo Unicef, que questionou a eficiência do acordo feito entre israelense e palestinos em outubro passado
atualizado
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Mais de 100 crianças foram mortas na Faixa de Gaza desde o cessar-fogo do início de outubro entre Israel e o Hamas, afirmou James Elder, porta-voz do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), em conferência de imprensa nesta terça-feira (13/1), no Palácio das Nações, em Genebra, Suíça. “Isso equivale a aproximadamente uma menina ou um menino morto por dia. Durante um cessar-fogo”, afirmou ele.
Segundo Elder, embora os bombardeios e os tiroteios tenham diminuído no enclave palestino, eles não cessaram. O número “100”, que seria composto pelas mortes de 60 meninos e 40 meninas, possivelmente também está subestimado, diz ainda o porta-voz.
“Um cessar-fogo que ainda enterra crianças não é o suficiente. Crianças estão sendo mortas por ataques aéreos, ataques de drones, bombardeio de tanques, com munição real, a partir de quadricópteros controlados remotamente,” denunciou o representante das Nações Unidas.
Elder conversou com uma das crianças feridas por um ataque aéreo. Abid Al Rahman, de apenas 9 anos, teve o olho direito atingido por estilhaços de metal explosivo, que ainda se encontram alojados. Veja:
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O Unicef denunciou ainda que restrições a muitos itens essenciais permanecem em Gaza, como suprimentos médicos essenciais, gás de cozinha, combustível e peças para sistemas de água e saneamento vitais.
Guerra em Gaza
Estima-se que ao menos 70 mil pessoas morreram na Faixa de Gaza por conta dos ataques israelenses desde o outubro de 2023, segundo o Ministério da Saúde do território palestino, que é controlado pelo Hamas.
Mesmo com o cessar-fogo, Israel continuou realizando operações ocasionais em Gaza. Segundo o Ministério da Saúde local, mais de 350 palestinos morreram desde o início da trégua. A maioria deles, informou o órgão, eram civis.
No último domingo (11/1), o Hamas disse que está pronto para dissolver seu governo na Faixa de Gaza, e entregar a administração do enclave para uma autoridade palestina independente, como parte do acordo de cessar-fogo com Israel. A manifestação foi divulgada pelo porta-voz do grupo Hazem Qassem. Saiba mais aqui.
