G7 termina reunião sem acordo sobre reservas estratégicas de petróleo
Ministros discutiram uso de estoques emergenciais diante da disparada do petróleo após escalada de tensões no Oriente Médio
atualizado
Compartilhar notícia

Os ministros das finanças do G7, grupo que reúne sete das maiores economias avançadas do mundo, encerraram nesta segunda-feira (9/3) uma reunião emergencial sem chegar a um acordo sobre a liberação de reservas estratégicas de petróleo para conter a alta dos preços que dispararam após a escalada das tensões no Oriente Médio.
O encontro ocorreu por videoconferência e reuniu representantes de Estados Unidos, Canadá, Japão, Alemanha, França, Reino Unido e Itália.
O objetivo era avaliar medidas para estabilizar o mercado de energia diante do risco de interrupções no fornecimento global.
Entre as alternativas analisadas estava a possibilidade de um uso coordenado das reservas estratégicas de petróleo, mantidas por países consumidores e organizadas no âmbito da Agência Internacional de Energia (AIE). Esses estoques são usados em situações de emergência para ampliar a oferta e aliviar pressões sobre os preços.
Apesar das discussões, os países não chegaram a um consenso para realizar a liberação imediata dos barris. O grupo avaliou que ainda não há escassez física de petróleo no mercado, embora os preços tenham reagido fortemente ao aumento das tensões geopolíticas.
Nos últimos dias, a cotação do petróleo registrou forte volatilidade, impulsionada por preocupações com a segurança das rotas de transporte na região do Golfo e com possíveis impactos sobre a produção e exportação de países do Oriente Médio.
Um dos pontos de maior atenção é o Estreito de Ormuz, corredor marítimo estratégico por onde passa cerca de 20% do petróleo comercializado globalmente. Qualquer ameaça ao fluxo na região costuma provocar reação imediata nos mercados.
Mesmo sem decisão sobre a liberação das reservas, o G7 afirmou que permanece pronto para adotar medidas adicionais caso a situação se agrave.
O grupo indicou que continuará monitorando o mercado de energia e avaliando possíveis respostas coordenadas para evitar impactos mais amplos sobre a economia global.
