FBI divulga imagens de armas usadas por atirador em jantar com Trump
Atirador portava uma espingarda calibre 12 e uma pistola semiautomática calibre .38. Ambas foram adquiridas legalmente nos últimos anos

O Departamento Federal de Investigação dos Estados Unidos (FBI) divulgou, nessa segunda-feira (27/4), imagens das armas e de materiais usados por Cole Tomas Allen, acusado de tentar assassinar o presidente Donald Trump durante um jantar com jornalistas em Washington, D.C., no sábado (25/4).
Segundo as autoridades, Allen, de 31 anos, foi interceptado por agentes do Serviço Secreto antes de acessar o salão principal do Washington Hilton, onde estavam Trump, a primeira-dama Melania Trump, o vice-presidente JD Vance e outras autoridades.
Allen portava uma espingarda calibre 12 e uma pistola semiautomática calibre .38, ambas adquiridas legalmente em anos anteriores, segundo registros analisados pelas autoridades. Além disso, ele levava consigo ao menos três facas.
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Como ocorreu a ação
- De acordo com documentos judiciais, Allen chegou a Washington após viajar de trem da Califórnia e se hospedou no hotel onde ocorreria o evento.
- Na noite de sábado (25/4), por volta das 20h40, ele furou o bloqueio de segurança da entrada principal com uma espingarda em mãos.
- Um agente do Serviço Secreto foi atingido no colete à prova de balas durante o disparo inicial.
- Em resposta, os agentes reagiram e imobilizaram o suspeito, que sofreu ferimentos leves.
As investigações indicam que o suspeito havia planejado o ataque com antecedência. Horas antes da ação, ele enviou um e-mail a familiares e a um ex-empregador pedindo desculpas e sugerindo a intenção de cometer o crime.
“O plano foi uma tentativa descarada de assassinar o presidente e outros altos funcionários”, afirmou Kash Patel, diretor do FBI.
O procurador-geral interino Todd Blanche declarou que o acusado “enfrentará todo o rigor da Justiça federal”, enquanto a promotora Jeanine Pirro ressaltou que a rápida resposta evitou “uma tragédia inimaginável”.
Próximos passos
Allen foi atendido em hospital e permanece sob custódia. O caso está sendo investigado pelo FBI em conjunto com o Serviço Secreto, e novas informações podem ser divulgadas conforme o andamento do processo.
As autoridades destacam que a rápida atuação dos agentes foi decisiva para impedir o que poderia ter sido um dos ataques mais graves contra um presidente norte-americano em décadas.








