Ex-entregador é condenado à morte por assassinato de menina nos EUA

O acusado se declarou culpado de homicídio qualificado logo no início do julgamento pelo crime ocorrido em 2022

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Um ex-entregador, identificado como Tanner Horner, de 34 anos, foi condenado à pena de morte nos Estados Unidos após admitir o sequestro e assassinato de uma menina de 7 anos no estado do Texas. A criança, identificada como Athena Strand, foi levada da casa onde morava enquanto o acusado realizava uma entrega de Natal.

Os jurados definiram a sentença após cerca de um mês de depoimentos e apresentação de provas. Entre os materiais analisados estava um áudio com os últimos momentos da menina, gravado dentro da van utilizada nas entregas.

“Não grite porque se não vou te machucar”, diz o homem em uma das gravações.

Em seguida, a câmera da van é encoberta, mas o áudio da gravação continua. Nas imagens analisadas pelos jurados,  Horner faz perguntas à menina sobre idade e escola antes de parar o veículo.

Momentos depois, Athena começa a chorar, pede pela mãe e diz que quer voltar para casa. Em determinado trecho do áudio, a criança pergunta por que aquilo estava acontecendo. Horner responde: “Porque você é bonita”.

O acusado se declarou culpado de homicídio qualificado logo no início do julgamento pelo crime ocorrido em 2022. O corpo da criança foi encontrado dois dias após o desaparecimento em uma área rural da cidade de Paradise, próxima a Fort Worth.

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A criança, identificada como Athena Strand, foi levada da casa onde morava enquanto o suspeito realizava uma entrega de Natal.
Tanner Horner, de 34 anos
Tanner Horner, de 34 anos
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Tanner Horner, de 34 anos

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A criança, identificada como Athena Strand, foi levada da casa onde morava enquanto o suspeito realizava uma entrega de Natal.
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A criança, identificada como Athena Strand, foi levada da casa onde morava enquanto o suspeito realizava uma entrega de Natal.

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Tanner Horner, de 34 anos
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Tanner Horner, de 34 anos

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Segundo informações, o pacote entregue no dia do crime era um presente de Natal para a menina, uma caixa de bonecas da linha “Você Pode Ser o Que Quiser”.

Durante o julgamento, os jurados concluíram que o réu representa uma ameaça contínua à sociedade e que havia risco de voltar a cometer crimes violentos. Eles também entenderam que não existiam circunstâncias que justificassem substituir a pena de morte por prisão perpétua.

Na abertura do processo, o promotor James Stainton afirmou que Horner contou “mentira após mentira” às autoridades. O réu alegou inicialmente que teria atropelado a menina acidentalmente com a van e, em pânico, a matou em seguida.

As acusações contra Tanner incluem sequestro e assassinato da menina Athena Strand. Durante o julgamento, Stainton também mencionou indícios de violência sexual ao afirmar que o DNA do réu “foi encontrado em lugares onde não deveriam estar no corpo de uma criança de sete anos”.

No entanto, segundo o médico legista responsável pelo caso, Athena morreu em decorrência de uma combinação de traumas contundentes, sufocamento e estrangulamento.

A defesa reconheceu que as provas eram “avassaladoras” e “terríveis”, mas pediu prisão perpétua, alegando que Horner enfrentava problemas mentais ao longo da vida, além de ter sido exposto a altos níveis de chumbo ainda na infância.

Pena de morte por injeção letal

A execução de Tanner Horner será por injeção letal, embora a data da execução ainda não tenha sido divulgada.

O método voltou ao centro do debate após o governo americano anunciar a retomada das execuções federais por injeção letal e a autorização do fuzilamento como alternativa para condenados à pena capital. A medida foi divulgada pelo Departamento de Justiça dos EUA e segue uma determinação do presidente Donald Trump para ampliar e acelerar a aplicação da pena de morte no país.

A execução por injeção letal é um dos métodos previstos na legislação penal norte-americana e consiste, geralmente, na aplicação de substâncias capazes de sedar o condenado, paralisar os músculos e provocar a parada cardíaca.

Apesar de ser considerada a forma mais comum de execução nos Estados Unidos, o procedimento vinha sendo questionado judicialmente por denúncias de sofrimento extremo e falhas durante as aplicações.

Nos últimos anos, diversos estados americanos haviam suspendido temporariamente o uso da injeção letal devido à dificuldade de obtenção de medicamentos e a críticas de entidades de direitos humanos. Em 2024, os EUA chegaram a utilizar a morte por asfixia como método alternativo, alvo de críticas da ONU e de organizações internacionais, que compararam a prática à tortura.

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