Evo Morales acusa Estados Unidos de financiar golpes de Estado
Declaração de Evo Morales, presidente boliviano entre 2006 e 2018, foi dada após os EUA criticarem a onda de protestos na Bolívia
atualizado
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O ex-presidente da Bolívia, Evo Morales, acusou os Estados Unidos de financiar “golpes de Estado de direitistas” e defender governos “submissos e entreguistas”. A declaração foi divulgada nesta quinta-feira (21/5), em meio aos protestos no país.
“Os EUA não defendem a democracia nem respeitam o Direito Internacional”, escreveu o ex-presidente. “Financiam golpes de Estado de direitistas. Invadem países e roubam seus recursos naturais. Defendem os governos submissos e entreguistas”, continuou.
A mensagem de Evo foi divulgada após Washington se pronunciar sobre as manifestações na Bolívia, contrárias ao governo do atual presidente boliviano, Rodrigo Paz.
Os protestos, organizados pela classe operária e indígenas, começaram em meio à crise econômica no país, ao alto custo de vida e à escassez de combustíveis. Com isso, parte da população boliviana cobra a renúncia de Paz, que assumiu a Presidência em novembro do último ano.
Os EUA, no entanto, classificaram os atos como uma tentativa de golpe de Estado.
Apoio dos EUA ao governo de centro-direita
Em declaração divulgada nessa quarta-feira (20/5), o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que o governo de Rodrigo Paz, de centro-direita, continuará tendo o apoio norte-americano.
“Que não haja equívoco: os Estados Unidos apoiam de forma inequívoca o legítimo governo constitucional da Bolívia”, escreveu o chefe da diplomacia norte-americana. “Não permitiremos que criminosos e traficantes de drogas derrubem líderes democraticamente eleitos em nosso hemisfério”.
Apesar de foragido desde 2024, quando buscou refúgio na província de Chapare, onde é protegido por apoiadores, Morales tem utilizado as redes sociais para inflamar os protestos no país.
Seu paradeiro é desconhecido após a Justiça da Bolívia pedir sua prisão em um caso envolvendo estupro de menor de idade e tráfico de pessoas. De acordo com investigações, o ex-líder boliviano teria estuprado e engravidado uma menina de 15 anos de idade, enquanto ocupava o posto de presidente.