EUA deixa de emitir vistos e Belarus perde reunião do Conselho da Paz

Chancelaria de Belarus diz ter cumprido exigências e critica exclusão de reunião inaugural do Conselho de Paz de Trump em Washington

atualizado

metropoles.com

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Serviço de Imprensa do Presidente da República da Bielorrússia
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1 de 1 aleksandr-lukashenko - Foto: Serviço de Imprensa do Presidente da República da Bielorrússia

Os Estados Unidos não emitiram vistos para a delegação da Belarus que participaria da reunião inaugural do Conselho de Paz, realizada nesta quinta-feira (19/2), em Washington, segundo informou o Ministério das Relações Exteriores do país europeu.

De acordo com a chancelaria bielorrussa, Minsk teria concluído todos os procedimentos exigidos com antecedência e comunicado oficialmente que o país seria representado pelo ministro das Relações Exteriores, Maxim Ryzhenkov, por decisão do presidente Alexander Lukashenko.

Em nota, o ministério afirmou que todas as notificações formais foram enviadas aos serviços de protocolo dos EUA dentro dos prazos estabelecidos e a documentação para emissão dos vistos foi submetida previamente. Ainda assim, a delegação não recebeu autorização de entrada no país.

“O convite do Presidente dos Estados Unidos foi endereçado ao Chefe de Estado de Belarus. Se nem mesmo as formalidades básicas são respeitadas, de que “paz” estamos falando?”, questionou a chancelaria.
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Divulgação/Belta
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Contributor/Getty Images

A então adesão de Belarus à iniciativa liderada por Donald Trump ocorreu em meio a críticas internacionais ao governo de Alexander Lukashenko, acusado há anos de reprimir a oposição interna e de manter alinhamento estratégico com Moscou na guerra contra a Ucrânia.

O país segue sob sanções ocidentais desde as eleições contestadas de 2020 e pelo apoio logístico à Rússia, gerando questionamentos diplomáticos sobre sua inclusão em uma iniciativa voltada à mediação de conflitos e estabilidade global.

Reunião inaugural

A reunião marcou a estreia do Conselho de Paz, iniciativa liderada por Washington com participação de representantes de ao menos 20 países e foco na reconstrução de Gaza e na mediação de conflitos internacionais.

Durante o encontro, Trump detalhou metas do organismo, incluindo aportes bilionários para projetos na Faixa de Gaza e o envio de tropas e policiais por países parceiros para ações de estabilização.

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