EUA vai exigir entrevista presencial para maioria dos vistos; entenda

Entrevista presencial passa a ser obrigatória para a maioria das categorias de vistos americanos a partir de 2 de setembro

atualizado

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1 de 1 visto-eua - Foto: Getty Images

A partir de 2 de setembro, quem solicitar visto de não imigrante para os Estados Unidos (EUA)— na maioria das categorias — deverá passar por uma entrevista presencial com um agente consular. A medida foi anunciada pelo Departamento de Estado dos EUA e divulgada pela Embaixada dos EUA no Brasil nesse domingo (10/8).

De acordo com informações do órgão norte-americano, a nova regra será imposta também para pessoas que estão renovando o visto e para menores de 14 anos e maiores de 79, faixas etárias que, antes, não eram incluídas nas exigências.

A mudança altera a última atualização da norma, publicada em fevereiro. Nela, a dispensa do procedimento era autorizada para alguns perfis de solicitante, mas eliminava isenções concedidas durante a pandemia, como a possibilidade de mudança de categoria sem entrevista.

Portanto, as isenções agora ficam mais restritas. Confira quem não precisará fazer entrevista presencial:

  • Candidatos que tenham os seguintes símbolos no visto: A-1, A-2, C-3 (exceto atendentes, empregados domésticos ou funcionários pessoais de pessoas credenciadas), G-1 a G-4,  Nato-1 a Nato-6 e Tecro E-1;
  • Solicitantes de vistos diplomáticos ou oficiais;
  • Pessoas renovando visto B-1, B-2 ou B1/B2 de validade integral, ou cartão de travessia de fronteira (para mexicanos), desde que:
    • o pedido seja feito dentro de 12 meses de vencimento do visto anterior;
    • tenham a partir de 18 anos na emissão do visto anterior;
    • façam a solicitação no país de nacionalidade ou residência;
    • nunca tiveram um visto recusado (a menos que a recusa tenha sido revertida ou dispensada);
    • não apresentem inelegibilidade aparente ou potencial.

Segundo o Departamento dos EUA, os agentes consulares, se quiserem, podem exigir entrevistas presenciais por qualquer motivo. O órgão recomenda que os solicitantes devem consultar os sites das embaixadas e consulados para obter informações mais detalhadas sobre os requisitos e procedimentos para pedidos de vistos.

Visto mais caro

Em julho, o Senado e a Câmara norte-americanos aprovararam um projeto de lei orçamentária que o presidente do país, Donald Trump, batizou como “Grande e Lindo” — ou One Big Beautiful Bill, em inglês. Um dos temas do documento, chamado de Taxa de Integridade de Visto, prevê uma nova cobrança, além das já existentes, para a emissão do visto de turista para os Estados Unidos.

De acordo com o texto, o valor da emissão de vistos para entrar nos EUA terá uma cobrança adicional de US$ 250. Na cotação feita pelo Metrópoles em 12 de julho, isso representa quase R$ 1,4 mil a mais nos custos para os brasileiros que desejam entrar no país.

Os EUA não informaram quando a nova taxa entrará em vigor, mas a lei orçamentária que a prevê começa a ser aplicada no país já em outubro deste ano.

Os vistos são divididos em não imigrantes — que incluem turistas, estudantes e trabalhadores temporários — e imigrantes.

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