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Mundo

EUA vai anunciar nesta 5ª (23/7) nova tarifa que pode atingir o Brasil

O novo tarifaço pode atingir 60 países, que são alvos de uma investigação nos EUA por trabalho forçado

23/07/2026 13:58, atualizado 23/07/2026 14:06
Reprodução/Casa Branca
Karoline Leavitt, porta-voz da Casa Branca do governo Trump

Os Estados Unidos vão anunciar, nesta quinta-feira (23/7), um novo “tarifaço” que deve atingir cerca de 60 países — incluindo o Brasil. A informação foi confirmada pela secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, durante coletiva de imprensa na Casa Branca.

A nova tarifa vai substituir uma taxa global temporária de 10%, imposta pela administração Donald Trump no início de 2026 e que chega ao fim na sexta-feira (24/7).

O anúncio será feito pelo representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer. As novas tarifas serão baseadas em uma investigação sobre trabalho forçado em cadeias produtivas de mais de 60 países. A alíquota prevista é de 12,5% — que podem ser somadas aos 25% do tarifaço exclusivo contra o Brasil.

Apuração sobre trabalho forçado

A nova tarifa será anunciada após o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) concluir apuração sobre exploração de trabalho forçado na cadeia produtiva do país.

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As investigações foram abertas em março deste ano com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974 e propõem a imposição de tarifas de até 12,5% sobre produtos do Brasil e de outros mais de 60 países, sob a alegação de que esses governos não combatem adequadamente o trabalho forçado em suas cadeias produtivas.

As investigações conduzidas pelo USTR a legislação dos países alvo da investigação em busca de ferramentas específicas que, de acordo com o órgão norte-americano, ajuda no combate ao trabalho forçado.

De acordo com o USTR, países que “impõem uma proibição à importação de produtos provenientes de trabalho forçado, que se comprometeram a impor e a fazer cumprir tal proibição por meio de um Acordo sobre Comércio Recíproco, ou para as economias que impuseram um regime parcial com o efeito de impedir a importação de certos produtos provenientes de trabalho forçado, foi proposto 10% de taxas.

Para as demais nações, inclusive o Brasil, foi proposto 12,5%. Caso a medida seja efetivamente implementada, setores da indústria brasileira podem ser taxados em até 37,5%, somada as duas tarifas anunciadas pelos EUA contra o Brasil.


Brasil já enfrenta tarifas de 25%

  • Na última quarta-feira (22/7) entrou em vigor novas tarifas impostas pelos EUA sobre produtos brasileiros.
  • A medida, chancelada pelo presidente norte-americano, Donald Trump, estabelece sobretaxa de 25% sobre parte das importações do Brasil.
  • A decisão foi anunciada pelo USTR, que encerrou investigação aberta contra o Brasil com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974.
  • Segundo o governo Trump, o Brasil adota práticas comerciais consideradas desleais em áreas como comércio digital, acesso ao mercado de etanol, combate ao desmatamento e políticas relacionadas ao Pix.
  • Apesar do endurecimento da medida, o governo Trump deixou fora da sobretaxa mais de 2,1 mil produtos. A intenção é mitigar danos à economia dos EUA e evitar rupturas em cadeias de suprimentos essenciais.
  • Entre os produtos, estão alguns dos principais itens da pauta de exportação brasileira, como carne bovina, café, laranja e suco de laranja, petróleo e aeronaves civis.
    A tarifa de 25% será cobrada além das alíquotas de importação já existentes. Na prática, um produto que hoje paga 5% de imposto passará a recolher 30% para entrar nos EUA.

Substitutivo

A taxa de 12,5% também já é considerada como certa pelo Palácio do Planalto e não deve ser acompanhada de uma lista de exceções, como o tarifaço contra o Brasil que entrou em vigor na última quarta-feira (22/7). A medida é vista ainda como um “substitutivo” da taxa global de 10% anunciada por Donald Trump após a Suprema Corte derrubar o tarifaço do republicano.

As tarifas globais anunciada pelo presidente dos Estados Unidos em fevereiro, contudo, tem caráter temporário e chega ao fim na sexta-feira (24/7).