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Mundo

EUA recalcula custo e já gastou R$ 190 bilhões com guerra contra o Irã

Chefe do Pentágono, Pete Hegseth, atualiza custo da ofensiva contra o Irã, enquanto conflito pressiona petróleo e preço da gasolina nos EUA

21/07/2026 17:57, atualizado 21/07/2026 18:26
Andrew Harnik/Getty Images
Imagem colorida do chefe do Pentágono, Pete Hegseth - Metrópoles

A guerra dos Estados Unidos contra o Irã já consumiu US$ 37,5 bilhões (cerca de R$ 190,8 bilhões) dos cofres norte-americanos, informou nesta terça-feira (21/7) o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth. O valor representa um aumento de quase US$ 8 bilhões em relação à estimativa pública anterior e inclui os custos previstos da operação militar até 30 de setembro.

A atualização foi apresentada durante audiência da Comissão de Dotações do Senado, da qual Hegseth participou ao lado do chefe do Estado-Maior Conjunto, general Dan Caine.

Foi a primeira vez que o secretário respondeu publicamente a questionamentos de parlamentares desde que as Forças Armadas dos Estados Unidos retomaram as operações militares contra o Irã, no início deste mês.

A divulgação do novo custo ocorre em meio ao décimo dia consecutivo de confrontos entre Washington e Teerã, que ampliaram as preocupações sobre os impactos econômicos e energéticos da escalada militar no Oriente Médio.

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Secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth
Secretário de Guerra diz que "nenhum navio sai de Ormuz sem permissão dos EUA"
Donald Trump e Pete Heghseth
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Secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth
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Secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth

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Secretário de Guerra diz que "nenhum navio sai de Ormuz sem permissão dos EUA"
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Secretário de Guerra diz que "nenhum navio sai de Ormuz sem permissão dos EUA"

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Petróleo e gasolina pressionam economia

A redução do tráfego nas principais rotas energéticas do Oriente Médio elevou a preocupação com o abastecimento global de petróleo e contribuiu para a alta dos preços dos combustíveis.

Na segunda-feira (20/7), o preço médio da gasolina nos Estados Unidos ultrapassou US$ 4 por galão, cenário que pode aumentar a pressão sobre o governo Trump às vésperas das eleições legislativas de novembro, quando os republicanos tentarão preservar suas maiorias no Congresso.

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Durante a audiência no Senado, Hegseth afirmou que as Forças Armadas americanas mantêm, há meses, uma operação para escoltar embarcações comerciais pelo Estreito de Ormuz.

Segundo o secretário, a missão — chamada Projeto Liberdade — permaneceu em funcionamento de forma discreta mesmo após ter sido anunciada em maio, e já ajudou a garantir a passagem de entre 400 milhões e 500 milhões de barris de petróleo pela hidrovia estratégica.

“O Exército americano está no controle do tráfego marítimo há bastante tempo”, afirmou.

Apesar disso, Hegseth reconheceu que o Irã mantém capacidade para atacar embarcações comerciais que cruzam a região.