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Mundo

EUA nega apoio a María Corina em volta à Venezuela e critica politização

Governo Trump nega que tenha impedido líder da oposição de retornar à Venezuela, mas diz que foco é ajudar o país após os terremotos

08/07/2026 18:02
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Joe Raedle/Getty Images e Rune Hellestad/Getty Images
Donald Trump e María Corina Machado

A líder da oposição venezuelana María Corina Machado enfrenta resistência para obter apoio dos Estados Unidos em seu retorno à Venezuela. Acusada de tentar politizar a crise interna após os terremotos que atingiram o país, ela foi impedida de embarcar em um voo do Panamá para Caracas na última semana.

Ao jornal Axios, um alto membro do governo norte-americano declarou que a movimentação da líder política em querer retornar para a Venezuela gerou “drama desnecessário” ao Departamento de Estado, e acusou Corina de “oportunismo político grotesco“.

A imprensa norte-americana chegou a atribuir o impedimento a um pedido do próprio presidente Donald Trump. Ao Metrópoles, no entanto, interlocutores do governo norte-americano negaram a afirmação e justificaram ainda que não podem facilitar o retorno de Corina por estarem focados no apoio ao país em meio à tragédia causada pelos terremotos.

Procurado pela reportagem, o Departamento de Estado dos EUA, que conduz a política externa norte-americana, não comentou o envolvimento no impedimento de Corina, mas salientou ser “contraproducente adicionar questões políticas” em meio aos esforços do país em apoiar a Venezuela.

“O governo Trump está totalmente focado em dar continuidade aos nossos esforços em resposta aos terremotos devastadores na Venezuela. Nossa resposta tem sido rápida e eficaz. Adicionar questões políticas sensíveis a essa discussão, neste momento, é contraproducente para os nossos esforços de resposta após essa tragédia”, diz o Departamento de Estado.

Relação de Corina com Trump

María Corina Machado chegou a receber acenos de Donald Trump após ela se consolidar como líder da oposição venezuelana durante a gestão de Nicolás Maduro.

O apoio foi selado depois que Machado foi impedida pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE) de concorrer nas eleições do país contra Maduro. O autocrata estava no poder há mais de uma década e era acusado de aparelhar os órgãos do país.

Corina Machado alinhou-se ao discurso de Trump e chegou a dedicar o Prêmio Nobel da Paz que recebeu ao líder norte-americano. Depois que os Estados Unidos retiraram Maduro do poder, ela manteve a esperança de que pudesse ser empossada como nova presidente do país, mas não foi isso que ocorreu.

“Ela é uma mulher muito simpática, mas não tem o apoio nem o respeito do país”, declarou Trump sobre María Corina dias antes de declarar Delcy Rodríguez, então vice-presidente de Maduro, como presidente interina da Venezuela.

A decisão deu início ao afastamento da Casa Branca da líder da oposição. Embora evite fazer críticas diretas ao país ou a Donald Trump, María Corina também não conta com o estrito apoio de Washington.