EUA investiga governadores mexicanos por supostos laços com cartéis
Movimento ocorre um mês após governo dos EUA denunciar autoridades de Sinaloa por suposta colaboração com cartéis mexicanos
atualizado
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Os governos dos estados mexicanos de Sonora e Tamaulipas negaram nesta quarta-feira (3/6) que os governadores Alfonso Durazo e Américo Villarreal sejam alvo de investigações dos Estados Unidos por supostos vínculos com o crime organizado. A manifestação ocorreu após reportagem do Los Angeles Times afirmar que ambos estão sendo investigados por autoridades norte-americanas e tiveram seus vistos revogados.
Segundo o jornal, Durazo, governador de Sonora, estaria sob investigação por supostas ligações com organizações criminosas, enquanto Villarreal, governador de Tamaulipas, seria alvo de apurações relacionadas ao contrabando ilegal de combustíveis, conhecido no México como huachicol.
A publicação afirma ainda que os dois teriam recebido autorização especial para entrar nos Estados Unidos, apesar da suposta revogação dos vistos.
Em resposta, representantes dos dois governos estaduais rejeitaram as alegações. A chefe do Sistema Estadual de Comunicação Social de Sonora, Paloma Terán, afirmou que Durazo possui visto válido e não foi notificado sobre qualquer investigação por parte das autoridades norte-americanas.
Já o coordenador de Comunicação Social de Tamaulipas, Gerardo Algarín, classificou as informações como “acusações falsas” e disse que não existem documentos ou evidências que sustentem as alegações divulgadas.
Suposto envolvimento com Cartel de Sinaloa
As novas revelações surgem pouco mais de um mês após o Departamento de Justiça dos Estados Unidos anunciar acusações contra dez autoridades e ex-autoridades do estado de Sinaloa por suposta colaboração com a facção criminosa Los Chapitos, ligada ao Cartel de Sinaloa.
Entre os denunciados estão o governador licenciado de Sinaloa, Rubén Rocha Moya; o senador Enrique Inzunza Cázarez; o vice-procurador de Sinaloa, Dámaso Castro Zaavedra; o prefeito licenciado de Culiacán, Juan de Dios Gámez Mendívil; e o ex-secretário de Segurança Pública do estado, Gerardo Mérida Sánchez.
Após a divulgação das acusações, o governo mexicano recebeu pedidos de prisão preventiva para fins de extradição dos investigados.
A Procuradoria-Geral da República (FGR), porém, afirmou que os documentos enviados pelos Estados Unidos não continham elementos suficientes para justificar as detenções e solicitou o envio de provas adicionais.
A reportagem do Los Angeles Times sugere que Washington passou a ampliar o foco de suas investigações para além dos líderes dos cartéis, mirando também autoridades públicas suspeitas de facilitar as atividades das organizações criminosas.





