EUA devem aumentar retirada de sanções à Venezuela por petróleo

A previsão é que, a partir desta segunda-feira (12/1), as negociações para retirar sanções que dificultem a venda de petróleo aumentem

atualizado

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HUGO BARRETO / METRÓPOLES @hugobarretophoto
Entidades estudantis e movimentos sociais realizam ato em frente à Embaixada da Venezuela em Brasília, com a pauta ato contra o imperialismo e em solidariedade ao povo venezuelano 7
1 de 1 Entidades estudantis e movimentos sociais realizam ato em frente à Embaixada da Venezuela em Brasília, com a pauta ato contra o imperialismo e em solidariedade ao povo venezuelano 7 - Foto: <p>HUGO BARRETO / METRÓPOLES<br /> @hugobarretophoto</p><div class="m-banner-wrap m-banner-rectangle m-publicity-content-middle"><div id="div-gpt-ad-geral-quadrado-1"></div></div>

A próxima semana deve ser de novidades na relação Estados Unidos e Venezuela. A previsão é que algumas das sanções econômicas impostas ao país sulamericano, que teve seu presidente capturado, sejam flexibilizadas a fim de facilitar a venda de petróleo. O secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, atua nas negociações.

Desde a captura de Nicolás Maduro, em 3 de dezembro, o presidente Donald Trump afirma esperar que os Estados Unidos supervisionem a Venezuela e administrem suas reservas de petróleo por, no mínimo, um ano.

Em entrevista publicada pelo jornal The New York Times nesta quinta-feira (8/1), Trump afirmou que “só o tempo dirá” até quando os EUA supervisionarão diretamente o país sul-americano.

No entanto, quando questionado se isso significava três meses, seis meses ou um ano, o republicano respondeu: “Eu diria muito mais tempo”. A medida de retirada de algumas das sanções seria para possibilitar esse controle.

Hoje, a Venezuela está proibida, por exemplo, de negociar com bancos internacionais e outros credores sem o aval do governo americano.


Captura

  • Em 3 de dezemebro, um ataque militar dos Estados Unidos levou o líder venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores.
  • Os dois foram levados a Nova York para serem julgados por ligação com o narcotráfico. Delcy Rodríguez, vice de Maduro, assumiu a Presidência interinamente diante do vácuo de poder.
  • A afirmação de Trump sobre o domínio dos EUA sobre a Venezuela, dona das maiores reservas de petróleo conhecidas do mundo, ocorre apesar de Rodríguez ter dito logo após a posse que nenhum “agente externo” governa Caracas.
  • Trump também afirmou que a Venezuela seria “reconstruída de forma muito lucrativa, ressaltando que os EUA estão atualmente “se dando muito bem” com o governo de Rodríguez.

Plano para a Venezuela

O governo Trump, em diversas declarações, afirmou que ditaria as decisões tomadas pelos líderes da Venezuela e controlaria as vendas de petróleo do país “indefinidamente”.

O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, divulgou que os EUA têm um plano de três etapas para a Venezuela, que envolve estabilização, recuperação e transição. A proposta está diretamente atrelada à abertura do petróleo venezuelano a empresas petrolíferas dos Estados Unidos e, segundo Rubio, previne a Venezuela de “mergulhar no caos”.

Pouco antes, o Departamento de Energia norte-americano havia suspendido algumas de suas sanções contra Caracas para permitir o transporte e a venda de petróleo venezuelano no mercado global.

A pasta também indicou que Washington controlará por tempo “indefinido” a distribuição do petróleo venezuelano aos mercados globais. Já o lucro do petróleo sancionado e confiscado pelos EUA ficará retido em contas controladas pelo governo dos EUA antes de ser distribuído.

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