EUA avalia envio de 2º porta-aviões ao Oriente Médio, diz jornal
Pentágono prepara embarcação enquanto EUA e Irã negociam programa nuclear em meio a ameaça de escalada militar na região
atualizado
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O Departamento de Guerra dos Estados Unidos avalia enviar um segundo porta-aviões ao Oriente Médio em meio ao aumento das tensões com o Irã e às negociações diplomáticas delicadas entre Washington e Teerã sobre o programa nuclear iraniano. A informação é do jornal Wall Street Journal.
Segundo a reportagem, três autoridades norte-americanas afirmaram que o país se prepara para um possível ataque ao Irã, embora ainda não haja uma ordem oficial de envio assinada pelo presidente Donald Trump.
Nessa terça-feira (10/2), Trump já havia indicado que pode deslocar mais um porta-aviões à região e adotar uma medida “muito dura” caso as negociações com Teerã fracassem.
As fontes ouvidas pelo jornal ressaltaram que os planos do Departamento de Guerra podem mudar, mas que a embarcação já está sendo preparada para ser enviada em até duas semanas.
Atualmente, o porta-aviões USS Abraham Lincoln e sua escolta já estão posicionados no Oriente Médio, reforçando a presença naval americana na região.
A semana é considerada decisiva. Trump se reúne nesta quarta-feira (11/2), em Washington, com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, para a discussão de questões como Gaza e, acima de tudo, as negociações com o Irã. Já na sexta-feira (13/2), representantes dos Estados Unidos e do Irã devem se encontrar em Omã para tratar do programa nuclear.
O governo iraniano afirma que o enriquecimento de urânio tem fins pacíficos, como produção de energia, e diz que tem direito de manter a atividade. Em troca de limites e inspeções, Teerã quer principalmente o fim das sanções econômicas, que afetam sua economia.
O país também deixa claro que não aceita negociar seu programa de mísseis nem sua atuação militar na região.
Os Estados Unidos, por outro lado, querem impor regras mais rígidas ao programa nuclear iraniano com o objetivo de impedir qualquer possibilidade de o país desenvolver uma arma atômica. Washington também quer incluir no acordo temas de segurança mais amplos, como os mísseis iranianos e o apoio de Teerã a grupos armados no Oriente Médio.
