EUA e Irã retomam negociações nucleares após guerra e ameaças de Trump

Última rodada de negociações nucleares entre EUA e Irã aconteceu em maio de 2025. Trump quer impedir que iranianos consigam arma nuclear

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Arte/Metrópoles
Imagem colorida mostra Donald Trump e o aiatolá Ali Khamenei - Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida mostra Donald Trump e o aiatolá Ali Khamenei - Metrópoles - Foto: Arte/Metrópoles

A capital de Omã, Mascate, será o palco da nova rodada de negociações entre Estados Unidos e Irã, que buscam resolver impasses sobre o programa nuclear do país liderado pelo aiatolá Ali Khamenei por vias diplomáticas. O encontro acontece na sexta-feira (6/2).


Discussões nucleares

  • Um dos objetivos declarados de Trump durante seu segundo mandato é impedir que o Irã consiga uma arma nuclear. 
  • Além de pressões econômicas e ameaças militares, os EUA tentam resolver a questões por vias diplomáticas. 
  • Em abril deste ano, Washington e Teerã retomaram o diálogo cinco anos após o último contato oficial.
  • De lá para cá, quatro rodadas de negociações sobre o programa nuclear iraniano aconteceram. 
  • Um pacto nuclear chegou a ser firmado em 2015. Ele previa, entre outros pontos, a limitação de enriquecimento de urânio e a redução da atividade nuclear no Irã.
  • Mas, em 2018, Trump decidiu abandonar o acordo por considerá-lo prejudicial aos interesses norte-americanos.

O último encontro do tipo aconteceu em maio de 2025, em formato indireto e com mediação do sultanato de Omã, mas terminou sem grandes avanços. Meses depois, contudo, o governo iraniano decidiu se retirar das negociações após o início da guerra de 12 dias contra Israel.

Na época, as Forças de Defesa de Israel (FDI) iniciaram ataques contra o Irã, com o objetivo de desestabilizar e inutilizar centros de pesquisa e de enriquecimento de urânio no país. A continuidade do diálogo diplomático foi vista como “injustificável” por Teerã, já que os EUA bombardearam três instalações nucleares iranianas com bombardeiros B-2.

Desta vez, as discussões diplomáticas entre Washington e Teerã também têm contornos de tensão. No último mês, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez ameaças diretas contra o Irã e sinalizou que poderia ordenar um ataque contra o país em reposta à repressão da administração de Khamenei contra protestos internos.

O líder norte-americano, porém, não recuou mesmo após a onda de manifestações — que resultou na morte de mais de 6 mil pessoas, segundo estimativas de organizações de direitos humanos — acalmar.

Com isso, o porta-aviões USS Abraham Lincoln foi deslocado para o Oriente Médio e opera atualmente em águas perto do Irã.

A expectativa é de que temas como a redução do enriquecimento de urânio por parte do Irã e a consequente redução da atividade nuclear iraniana sejam centrais na nova rodada de conversas.

Washington, contudo, busca ampliar o escopo da pauta e incluir discussões sobre o programa de mísseis balísticos do Irã e o apoio de Teerã a grupos como Hezbollah e Houthis. O que é visto pelo governo dos EUA como inaceitável.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comNotícias Gerais

Você quer ficar por dentro das notícias mais importantes e receber notificações em tempo real?