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Mundo

EUA assinam acordo de cooperação que prevê ações militares no Paraguai.

Entendimento cria base legal para atuação de militares dos EUA no Paraguai, com foco em segurança, treinamento e ações humanitárias

16/12/2025 00:30
Reprodução/X
Imagem colorida de ministro do Paraguai e Marco Rubio - Metrópoles

Os governos dos Estados Unidos e do Paraguai assinaram, nessa segunda-feira (15/12), um acordo de cooperação que cria um marco jurídico para a atuação de militares norte-americanos no país sul-americano, no âmbito de ações de segurança, treinamento conjunto e apoio humanitário. A assinatura ocorreu durante reunião entre o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, e o ministro das Relações Exteriores paraguaio, Rubén Ramírez Lezcano. Assista:

“Se olharmos para o problema fundamental, o mais grave que temos em nosso hemisfério é a atuação de organizações terroristas transnacionais que, em muitos casos, não são terroristas por motivação ideológica, mas sim por bases financeiras e econômicas. Ainda assim, operam como organizações terroristas e ameaçam a estabilidade e a segurança da região. É um problema que vemos em vários lugares, e precisamos de parceiros fortes para enfrentá-lo. Precisamos de parceiros sólidos na região”, disse Rubio.

O secretário de Trump ressaltou que a cooperação com o Paraguai não se limita à área de defesa. “Essa parceria vai além da área de segurança. Embora o acordo seja sobre defesa, também queremos ampliar e aprofundar nossa cooperação no campo econômico”, afirmou, ao mencionar o potencial de crescimento do país e o interesse dos EUA em fortalecer os laços bilaterais.

O documento assinado é um Acordo de Estatuto de Forças, instrumento utilizado para definir direitos, deveres e o status legal de militares e funcionários civis de Defesa quando atuam em território estrangeiro. Esse tipo de acordo não implica, necessariamente, a instalação de bases militares nem a presença permanente de tropas, mas estabelece regras para operações temporárias e cooperação entre os países.

“Ambos os representantes expressaram confiança de que o acordo fortalecerá a soberania de ambos os países e aprimorará nossa cooperação para maior estabilidade e prosperidade na região”, afirmou o governo norte-americano em nota.

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Nova estratégia de segurança dos EUA

A assinatura do acordo ocorre em meio à divulgação da nova

Estratégia de Segurança Nacional dos Estados Unidos

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, publicada no início do mês pelo governo do presidente Donald Trump. O documento aponta um reajuste da presença militar global, com maior foco na América Latina como forma de enfrentar ameaças consideradas urgentes no hemisfério.

A estratégia recupera elementos da Doutrina Monroe, que historicamente define a América Latina como área de interesse estratégico dos EUA, e estabelece diretrizes para ampliar a atuação da Guarda Costeira e da Marinha no controle de rotas marítimas, no combate ao tráfico de drogas e de pessoas e na contenção da migração ilegal.

O texto também prevê ações mais direcionadas contra cartéis, inclusive com o uso de força letal quando considerado necessário, além da ampliação do acesso a locais considerados estratégicos.

Segundo o documento, o novo direcionamento busca corrigir políticas anteriores que, na avaliação do governo Trump, sobrecarregaram os EUA e permitiram que aliados transferissem seus custos de defesa para Washington.