EUA acusam Pequim de boicote por recusar soja: “China contra o mundo”

A acusação de coerção econômica acontece após o governo Trump afirmar que Pequim recusou a importação de soja, o que prejudicou agricultores

atualizado

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Imagem colorida, O Secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, discursa ao lado do Presidente Donald Trump durante uma coletiva de imprensa no Salão Oval da Casa Branca, em 5 de setembro de 2025, em Washington, DC. O Presidente Trump detalhou os planos de seu governo para sediar a cúpula do G20 de 2026, que reúne líderes mundiais, em seu campo de golfe e spa em Doral, Flórida-Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida, O Secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, discursa ao lado do Presidente Donald Trump durante uma coletiva de imprensa no Salão Oval da Casa Branca, em 5 de setembro de 2025, em Washington, DC. O Presidente Trump detalhou os planos de seu governo para sediar a cúpula do G20 de 2026, que reúne líderes mundiais, em seu campo de golfe e spa em Doral, Flórida-Metrópoles - Foto: Kevin Dietsch/Getty Images

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou que a “coerção econômica” da China afetará a economia chinesa e que pode levar à desaceleração do sistema financeiro global. Nesta quarta-feira (15/10), em uma coletiva de imprensa, Bessentt associou a recusa chinesa da soja norte-americana a um boicote: “É a China contra o mundo”. Ele, porém, se mostrou otimista para um desfecho positivo com o país oriental.

“Queremos ajudar a China, não machucá-la. Se alguns no governo chinês quiserem desacelerar a economia global por meio de ações decepcionantes e por meio de coerção econômica, a economia chinesa será a mais prejudicada. Enão se engane: esta é a China contra o mundo”, disse o secretário.

A acusação de pressão econômica acontece após o governo norte-americano afirmar que Pequim recusou a importação de soja norte-americana. Recentemente, agricultores dos EUA relataram dificuldades com os baixos preços das safras. E com a perda do maior comprador – a China -, eles vendem os produtos a preços baixos, afetando diretamente no lucro e renda.

Bessentt enfatizou que a China é uma economia de comando e, ao não comercializar com os EUA e buscar outros parceiros bilaterais, o país do Oriente continua “alimentando a guerra da Rússia”. O secretário disse que, apesar das divergências, prevê um cenário positivo.

“Eu acredito que a China está aberta a discussão e eu estou otimista que isso [tensão comercial] possa ser desescalado. Finalmente, nós temos confiança na relação forte entre o presidente Trump e o presidente Xi. Nós tivemos uma comunicação substancial com a China nos últimos dias, e nós acreditamos que haverá mais a vir esta semana”, afirmou.

Crise da soja e ameaça do corte do óleo norte-americano 

O obvjetivo da China ao cortar as importações de soja norte–americanas podem ter um viés político. Ao não adquirir mais soja, o que impacta diretamente no mercado dos EUA, o país do oriente sinaliza que quer a remoção de tarifas sobre outros produtos chineses, uma vez que foi ameaçada a imposição de uma tarifa de 100% na China.

Como retaliação, Trump encerrar negócios com a China relacionados a óleo de cozinha e outros elementos do comércio, sinalizando que pretendiam fortalecer o mercado nacional. A ameaça ao óleo foi mencionada devido as exportações de óleo de cozinha usado da China, que atingiram níveis recordes de comercialização em 2024.

Bessent reiterou que buscar outros parceiros comerciais é a pior forma de negociação, “porque acaba com a paz que a China diz prezar”. “É o comércio de óleo russo pela China que alimenta a máquina de guerra da Rússia. A China compra 60% da energia russa”, finalizou.

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