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A brasiliense Rebeca Perna, 32 anos, ficou aterrorizada com os tremores de 6,8 graus na escala Richter que ocorreram na Bolívia nesta segunda-feira (2/4), com reflexo em diversos estados brasilieiros e no Distrito Federal. A estudante de medicina mora no município de Cochabamba e contou ao Metrópoles os momentos de tensão.

“Na hora do tremor, o prédio foi de um lado para o outro. Aqui, volta e meia tem terremoto e sempre temos que deixar os edifícios às pressas” conta Rebeca, que estava tomando banho quando os abalos começaram.  

O terremoto atingiu o sul da Bolívia. De acordo com informações do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o tremor ocorreu a 557km de profundidade e a cerca de 13km de Carandaytí, próximo do lado norte do Paraguai e ao sul da Bolívia.

Cochabamba, onde Rebeca mora, está distante 700km do local dos tremores, enquanto a capital La Paz fica a 1.110km do epicentro.

Reflexos no DF
Em Brasília, pessoas que trabalham ou moram na Asa Norte, Esplanada dos Ministérios, antiga Rodoferroviária, Sudoeste, Guará, setores Comercial Sul e de Indústrias Gráficas, além de Taguatinga e outros pontos da capital ficaram assustadas com o ocorrido.

O Observatório Sismológico da Universidade de Brasília (UnB) informou que, além do Distrito Federal, os abalos sísmicos foram sentidos em São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Apesar do susto vivido por muitos brasilienses, o tremor foi fraco, segundo o professor Marcelo Rocha, do Observatório Sismológico da Universidade de Brasília (UnB).

Na escala de intensidade de 1 a 12, ele calcula que o abalo tenha ficado entre 3 e 4, por volta das 11h. “Tivemos relatos de pessoas que sentiram náuseas e sensação de vibração, mas não houve rachaduras, fissuras. Então, foi um tremor de consequências pequenas”, explica o docente.

Editoria de Arte/Metrópoles Editoria de Arte/Metrópoles  

 

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