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Apesar do pânico, o tremor sentido em Brasília na manhã desta segunda-feira (2/4) por volta das 11h foi fraco, garante o professor Marcelo Rocha, do Observatório Sismológico da Universidade de Brasília (UnB). Na escala de intensidade de 1 a 12, o abalo ficou entre 3 e 4.

“Tivemos relatos de pessoas que sentiram náuseas, sensação de vibração, mas não houve rachaduras, fissuras. Então, foi um tremor de efeitos pequenos”, afirmou o docente. De acordo com ele, os brasilienses sentiram apenas o sobejo do abalo sísmico ocorrido no sul da Bolívia, na região dos Andes. “Só o restinho do efeito desse terremoto”, explica.

Pessoas que trabalham ou moram na Asa Norte, Esplanada dos Ministérios, antiga Rodoferroviária, nos setores Comercial Sul e de Indústrias Gráficas, entre outros pontos da capital, ficaram aterrorizadas. Conforme relatos, os edifícios balançaram e todos desceram com medo.

O Setor Comercial Sul foi uma das áreas mais afetadas. “Estávamos fazendo nossas atividades quando sentimos o prédio balançar da direita para a esquerda. As cadeiras de rodinha chegaram a se mexer”, contou Camila Meireles, que trabalha no edifício. Segundo ela, imediatamente todos se levantaram e saíram do local.

O Corpo de Bombeiros foi acionado dezenas de vezes para atender pedidos de socorro. Em pânico, os brasilienses acharam que os edifícios estavam desabando. Porém, até a última atualização desta matéria, não há registro de nenhuma ocorrência grave. Na maioria dos casos, a corporação fez uma vistoria das construções e liberou o acesso.

De acordo com informações do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o terremoto na Bolívia aconteceu a 557km de profundidade, a cerca de 13km de um local chamado Carandayti, próximo da fronteira com a região norte do Paraguai. Além de Brasília, outras cidades, como São Paulo e Belo Horizonte, foram afetadas.

Editoria de Arte/MetrópolesEditoria de Arte/Metrópoles