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Moradores e trabalhadores de Brasília relataram momentos de tensão e desespero por causa do tremor ocorrido nesta segunda-feira (2/4) em diversos pontos da cidade. Assustadas, milhares de pessoas saíram de edifícios da Asa Norte, dos setores Comercial Sul (SCS) e de Indústrias Gráficas (SIG), além da antiga Rodoferroviária, no Setor de Armazenagem e Abastecimento (SAA).

Supervisor da Bancorbrás, no SCS, Peterson Ricarte, 45 anos, contou que ele e colegas estavam em reunião no sétimo andar da empresa quando começaram a sentir a mesa balançar. “Imediatamente, pedi para as pessoas descerem. Fiquei com as pernas trêmulas. Nunca tinha vivido isso”, narrou.

Aline Campos, 34, é analista na mesma empresa. Além do susto, ela teve tontura durante o tremor, enquanto usava o computador. “Deu um desespero e só pensei em ficar o mais longe possível”, relatou. A cientista política Camila Meireles, 41, também trabalha no SCS e diz ter sentido o prédio balançar de um lado para outro.

“As cadeiras de rodinha chegaram a se mexer. Imediatamente, todos se levantaram e desceram do prédio. Agora, estamos do lado de fora sem saber se podemos entrar no edifício novamente”, disse Camila.

O tremor foi sentido também no SIG. A fotógrafa Mariana Aerre, 34, trabalha no Centro Empresarial Parque Brasília e sentiu o abalo sísmico. Ela contou que os ocupantes desceram do edifício pela escada. “Umas pessoas andaram devagar. Outras, correram”, lembrou.

Adriana Avelino Santiago (foto em destaque) teve a mesma sensação no prédio do Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF), onde trabalha como técnica de administração. “Estava no telefone e senti um tremor na cadeira. Logo, pediram para a gente descer”, relatou. No momento do abalo, ela estava no terceiro andar.

Terremoto
O terremoto atingiu o sul da Bolívia nesta segunda. De acordo com informações do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o tremor ocorreu a 557km de profundidade a cerca de 13km de um local chamado Carandayti, próximo da fronteira com a região norte do Paraguai.

Reprodução

Segundo o Corpo de Bombeiros do DF, a instituição recebeu mais de 50 chamados referentes ao tremor até as 12h.