Em meio a protestos, presidente da Bolívia reduz o próprio salário
Os cortes salariais ocorrem em meio à tensão política e social na Bolívia, que já dura quatro semanas
atualizado
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O presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, anunciou, nesta segunda-feira (25/5), que reduzirá pela metade o próprio salário e os vencimentos dos ministros, em meio à crescente crise política enfrentada pelo governo.
Durante uma cerimônia oficial em Sucre, Paz afirmou que a medida busca demonstrar o “compromisso com o país” diante da onda de protestos e bloqueios de estradas que pedem sua renúncia.
Os cortes salariais ocorrem em meio à quarta semana consecutiva de tensão política e social no país.
Protestos na Bolívia
Desde o início de maio, o governo do recém-eleito presidente, Rodrigo Paz, enfrenta uma onda crescente de protestos, bloqueios de estradas e paralisações em diferentes regiões da Bolívia.
Os protestos têm provocado impactos no abastecimento das cidades de La Paz e El Alto, onde a falta de alimentos, combustível e medicamentos afeta mercados, hospitais e postos de gasolina.
Entre as principais reivindicações dos manifestantes, estão aumento salarial, críticas às reformas anunciadas pelo governo e protestos contra a escassez e a baixa qualidade dos combustíveis.
A crise no abastecimento de gasolina, que vinha do governo anterior, segue sem solução.
Rodrigo Paz, que assumiu a Presidência em novembro herdando uma economia fragilizada, afirmou que os cortes de gastos e a redução dos subsídios aos combustíveis são medidas necessárias para tentar estabilizar as contas públicas do país.





