Eduardo reage à suspensão de vistos dos EUA para brasileiros
Eduardo Bolsonaro atribui decisão à política externa de Lula e fala em rebaixamento internacional do Brasil. Medida vale para imigrantes
atualizado
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O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) reagiu à decisão do governo dos Estados Unidos de suspender a emissão de vistos de imigrantes para brasileiros. A medida foi anunciada nesta quarta-feira (14/1) pelo Departamento de Estado dos EUA e não afeta quem pede visto de turista.
“O Brasil foi oficialmente colocado no mesmo grupo que Somália, Afeganistão, Irã, Iraque, Nigéria e Iêmen na suspensão de vistos americanos anunciada hoje pelo governo dos EUA. Isso não é detalhe burocrático. É um sinal político grave, um retrato fiel de onde a diplomacia de Lula e Celso Amorim nos levaram”, criticou.
Para Eduardo, críticas feitas por integrantes do alto escalão do governo norte-americano sobre o Brasil “expõem publicamente a hipocrisia de países que vestem o chapéu da OTAN de dia e o da União Europeia à noite, entrando em notória contradição.”
“O mundo enxerga”, escreveu no X. “E agora reage incluindo o Brasil ao lado de países em guerra civil, colapsados ou estruturalmente corruptos.”
Ainda na avaliação dele, o Brasil passa por um processo de “rebaixamento internacional” e deixou de ser um país respeitado para se tornar “irrelevante, previsível e descartável” no cenário global.
A suspensão dos vistos passa a valer a partir de 21 de janeiro de 2026 e não afeta a emissão de vistos de turismo.
Lista de países afetados:
Segundo o Departamento de Estado dos EUA, a medida atinge 75 países e tem como objetivo barrar potenciais imigrantes que possam se tornar um “encargo público”, ou seja, que dependam de benefícios sociais pagos pelo governo americano.
De acordo com o órgão, a decisão leva em conta critérios como saúde, idade, domínio do inglês e situação financeira dos solicitantes. Candidatos considerados com maior risco de depender de assistência governamental podem ter o visto negado.
A informação foi divulgada inicialmente pela Fox News e confirmada ao Metrópoles pelo Departamento de Estado norte-americano.
Procurado, o Itamaraty informou que o tema será tratado junto à Embaixada dos Estados Unidos em Brasília. A embaixada americana no Brasil também foi acionada pela reportagem e ainda não se manifestou.
