Eduardo diz que citou Moraes em processo para conseguir green card.
Ex-deputado federal obteve documento que autoriza residência permanente nos Estados Unidos
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) afirmou que teve de mencionar o ministro Alexandre de Moraes e o processo que enfrenta no Supremo Tribunal Federal (STF) durante o rito para obter residência permanente nos Estados Unidos. A informação foi revelada pelo próprio Eduardo durante entrevista ao Metrópoles, nesta terça-feira (21/7).
De acordo com Eduardo, durante o processo para obter o green card — documento que garante residência permanente nos EUA e permite que estrangeiros vivam, trabalhem e estudem no país por tempo indeterminado — foi questionado sobre o processo em que foi condenado a quatro anos e dois meses de prisão por coação.
“Eu tive que falar do Alexandre Moraes, tive que falar desse cara que a Espanha, a Itália, a Argentina… Ninguém mais dá bola para as decisões dele. Isso daí vai ajudando no movimento e gerando conscientização, vai servindo de argumento para a defesa dos perseguidos e para ações afirmativas”, disse Eduardo.
Ainda segundo o filho 03 de Jair Bolsonaro (PL), o caso de Carla Zambelli na Itália foi usado como “argumentação” no seu processo para obter a autorização de residência permanente nos Estados Unidos. A justiça da Itália anulou o processo de extradição da ex-deputada.
A ex-deputada foi detida em Roma após ser condenada em dois processos no Brasil, ambos com trânsito em julgado — ou seja, quando não cabe mais apresentação de recurso. Moraes também é o relator das ações de Zambelli na Suprema Corte.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesGreen card de Eduardo Bolsonaro
Nessa segunda-feira (21/7), Eduardo Bolsonaro revelou ter obtido o documento para viver e residir em território norte-americano por tempo indeterminado. O green card foi concedido por meio da categoria destinada a pessoas com “habilidades extraordinárias”. De acordo com Eduardo, seu desempenho durante o pleito de 2022 foi um dos argumentos utilizados para obter o documento.
No radar de condenações no STF, especialistas consultados pelo Metrópoles pontuam que o documento não blinda o ex-parlamentar de um possível pedido de extradição.
Neste sentido, os processos contra Eduardo seguem o rito comum dos processo e, caso exista requisitos legais, o Brasil pode pedir pela extradição para que ele possa responder criminalmente no Brasil.



