Eduardo diz que não vai pedir cidadania dos EUA: "Quero retornar ao Brasil".
Em entrevista ao Metrópoles, ex-deputado afirma que green card garante segurança jurídica e diz que prioridade é retornar ao país
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou, em entrevista ao Metrópoles, que pretende voltar ao Brasil e que, neste momento, não cogita pedir a cidadania dos Estados Unidos. Segundo ele, o objetivo é retornar ao país assim que houver condições para isso.
“O Brasil é minha terra, eu quero retornar ao Brasil. Não pensei nessa questão de cidadania americana. É algo que ocorre depois de cinco anos com o green card, quando existe a possibilidade de se tornar cidadão americano. Não estou pensando nisso neste momento”, disse Eduardo nesta terça-feira (21/7) ao Metrópoles.

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Ver todasNa segunda-feira (20/7), Eduardo Bolsonaro revelou que conseguiu um green card – documento que concede residência permanente nos EUA. Segundo o ex-parlamentar, o documento oferece “segurança jurídica” para permanecer no país. “A residência me dá segurança jurídica e tranquilidade para trabalhar aqui”, afirmou.
Comparação à situação de Ramagem
Ao comparar a própria situação com a do ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), que também mora nos EUA, Eduardo disse que ter residência permanente no país norte-americano o protege de passar pelo mesmo problema enfrentado pelo aliado com agentes do ICE, em 13 de abril de 2026.
Na época, o ex-parlamentar foi preso em Orlando, na Flórida, e ficou dois dias detido. Ele foi solto em 15 de abril. A liberação aconteceu depois que a defesa de Ramagem entrou com um pedido de asilo político no país.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesCom isso, ele passou a aguardar o julgamento do processo migratório em liberdade.
“O Ramagem tinha uma condenação, por aquilo que a gente chama de ‘golpe da Disney’. Ele fez pedido de asilo e a Polícia Federal brasileira deu um papinho no ICE e tentou deportar o Ramagem. Eles não tentaram extraditar; o processo de extradição está em andamento. Mas, para acelerar, ou por não confiar que a extradição sairia, a PF foi atrás da deportação utilizando-se do ICE”, afirmou.
Para Eduardo, o cenário dele é diferente por causa do green card. “Isso que aconteceu com o Ramagem não acontece comigo porque eu tenho a residência americana. O Ramagem estava acobertado, sim, pela Justiça americana porque tinha um pedido de asilo aberto. Isso dava a ele a oportunidade de viver legalmente nos Estados Unidos, mas em uma situação mais precária.”



