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Mundo

Economist sobre Trump taxar o Brasil: “o motivo não foi econômico”

Para a revista britânica, presidente está indignado com o fato de Bolsonaro, seu aliado, estar sendo julgado acusado, de planejar um golpe

09/08/2025 01:57, atualizado 09/08/2025 02:11
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Arte Metrópoles / Gabriel Lucas
Imagem colorida de Donald Trump - Metrópoles

“O motivo não foi econômico. Trump está indignado com o fato de seu aliado, Jair Bolsonaro, ex-presidente de extrema direita do Brasil, estar sendo julgado, acusado de planejar um golpe”.

Foi assim que a revista britânica The Economist definiu o tarifaço imposto ao Brasil pelo governo Donald Trump.

A Economist retruca a alegação do presidente dos Estados Unidos segundo a qual a taxa de 50% a produtos importados é uma resposta a essa “caça às bruxas”.

“O Brasil não foi o único país visado por razões políticas”, avalia. A publicação menciona casos como Índia e Canadá. Entretanto, afirma que a situação brasileira “é o mais claro até o momento de Trump usando o comércio como instrumento para interferir nos assuntos de outro país.”

“O presidente Luiz Inácio Lula da Silva respondeu com desafio. Ele diz que o Brasil não será ‘tutelado’ por potências estrangeiras, nem se ‘humilhará’ diante de um ‘imperador’ indesejado. No entanto, ele não chegou a retaliar”, afirma.

De acordo com a Economist, quem pressionou Trump foram as empresas brasileiras, que pressionaram diretamente os EUA. “Alívio significativo”.

Por fim, defende que o confronto com Trump pode ser politicamente útil a Lula A revista lembrou que o impacto do discurso de Mark Carney, primeiro-ministro do Canadá, ajudou a impulsioná-lo e a seu Partido Liberal a uma vitória nas recentes eleições gerais.

“Os danos que as tarifas causam ao Brasil provavelmente serão limitados. Lula provavelmente deveria continuar colhendo os benefícios de ser atacado por Trump e tentar evitar transformar isso em uma briga maior”, aconselha.