Bolsas da Ásia caem com protestos contra “Covid zero” na China

No fim de semana, várias cidades da China foram palco de manifestações contra as medidas restritivas impostas pelo governo de Xi Jinping

atualizado 28/11/2022 9:53

Bolsa de valores sao paulo b3 queda Fábio Vieira/Metrópoles

Os principais índices das Bolsas asiáticas fecharam em queda nesta segunda-feira (28/11), em meio a uma série de protestos na China contra a política de “Covid zero” adotada pelo governo de Xi Jinping.

Em Tóquio, o índice Nikkei terminou o dia com perdas de 0,42%, aos 28.162,83 pontos. As ações de empresas de consumo, que têm a China como um de seus principais mercados, também recuaram.

Na Coreia do Sul, o índice Kospi registrou queda de 1,21%, aos 2.408,27 pontos. Os maiores recuos foram dos setores de semicondutores e construção naval.

O índice Xangai Composto, na China Continental, encerrou o dia com retração de 0,75%, aos 3.078,548 pontos, com queda acentuada dos setores financeiro e de energia.

Em Hong Kong, o índice Hang Seng fechou em baixa de 1,57%, aos 17.297,94 pontos. O setor imobiliário liderou as perdas na sessão.

Na semana passada, o governo da China anunciou um pacote de medidas para tentar evitar o colapso do setor imobiliário do país, duramente atingido pelas restrições impostas durante a pandemia de Covid-19. O segmento é um grande consumidor de produtos siderúrgicos.

O pacote do governo chinês foi anunciado pela agência que regulamenta o setor bancário no país e pelo Banco Central da China. São 16 diretrizes que têm como objetivo promover o “desenvolvimento estável e saudável” do segmento.

Protestos

No fim de semana, manifestantes foram às ruas de Pequim, Wuhan e Xangai contra as duras medidas restritivas que o governo chinês colocou em prática com o objetivo de conter as infecções pela Covid-19.

Nesses locais, os protestos reuniam centenas de pessoas que gritavam “Abaixo, Xi Jinping! Saia, Partido Comunista!”. Os chineses protestaram contra os bloqueios, testes de Covid e quarentenas impostos pelo governo.

Protestos estudantis aconteceram na Universidade Tsinghua,, em Pequim, e na Universidade de Comunicação de Nanjing.

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