Protestos contra política de “Covid zero” ganham força na China

Governo chinês bloqueou alguns acessos à região de Xinjiang, no oeste do país. Em dois dias, cidade registrou mais de 200 casos de Covid

atualizado 26/11/2022 8:59

Pessoa fazendo teste da Covid-19- Metrópoles Maskot/ Getty Images

A noite de sexta-feira (25/11) ficou marcada por protestos na região de Xinjiang, no oeste da China, contra as restrições impostas pelo governo chinês por causa da pandemia da Covid-19.

As manifestações ocorreram após um incêndio atingir um prédio residencial da região. Dez pessoas morreram. Segundo as autoridades locais, alguns moradores conseguiram descer as escadas para fugir do fogo.

Vídeos compartilhados nas redes sociais, porém, levaram a população a suspeitar que as vítimas não conseguiram escapar a tempo, porque o prédio estava parcialmente fechado como medida de restrição à Covid.

O governo chinês bloqueou alguns acessos à região de Xinjiang, impedindo que moradores deixassem suas casas por um período de até 100 dias. Nos últimos dois dias, a cidade registrou mais de 200 casos.

“Covid zero”

Protestos na China têm ganhado o noticiário local e internacional. A população é contra a política de “Covid zero” do governo chinês.

A polêmica estratégia, cujo objetivo é erradicar completamente os surtos da doença, levou ao confinamento obrigatório de milhões de pessoas e a quarentenas forçadas para quem testa positivo para o novo coronavírus.

A China afirma que, graças à rigorosa política de “Covid zero”, houve muito menos mortes em decorrência da doença do que em outros países.

Acredita-se, porém, que o número real possa ser muito maior, já que foram reportados vários atrasos no atendimento de emergências de pacientes em estado grave em áreas em lockdown e instalações de quarentena.

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