Aumento de arrecadação vai se tornar redução de impostos, promete Guedes

Ao lado do presidente Jair Bolsonaro, ministro da Economia afirmou que o governo quer tirar “o Estado do cangote do povo" brasileiro”

atualizado 05/02/2021 12:04

Hugo Barreto/Metrópoles

O Ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou em pronunciamento, na manhã desta sexta-feira (5/2), que o governo vai “tirar o Estado do cangote do povo brasileiro”, referindo-se à reforma tributária e à desoneração de impostos. Ao lado do presidente Jair Bolsonaro, o ministro anunciou a proposta do governo de reduzir tributos todas as vezes que a arrecadação começar a subir.

Guedes não deu detalhes de quando vai implementar esse modelo nem explicou como isso seria possível no contexto da crise fiscal agravada pela pandemia da Covid-19.

“Não há espaço para aumento de impostos no Brasil. Se a economia cresce e arrecadação começa a subir, vamos transformar em redução de impostos”, afirmou Guedes.

O governo convocou nesta sexta-feira (5/2) a imprensa para informar que estuda medidas para reduzir impostos sobre os combustíveis. O ministro da Economia disse que o pedido do presidente é “para anteontem” e que o anúncio de propostas nesse sentido será feito antes da reforma tributária ser votada pelo Congresso.

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“Se economia cresce e arrecadação sobe, eu reduzo (os impostos). O presidente assumiu esse compromisso com a população brasileira”, lembrou Guedes.

“Por um lado, ele gostaria de zerar esse imposto federal, só que cada centavo são R$ 575 milhões, ou seja dois centavos é R$ 1 bilhão. Então, isso exige uma compensação pelo compromisso de responsabilidade fiscal”, ponderou o ministro.

Na quinta-feira (4/2), o novo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), disse que a reforma tributária será votada pelas duas Casas Legislativas em oito meses.

Caminhoneiros

O ministro também elogiou os caminhoneiros, que tiveram “a sensibilidade de não aderir à ameaça de greve”, que estava prevista para o dia 1º de fevereiro.  O governo fez várias movimentações para evitar a paralisação da classe, como aumentar o valor do frete e reduzir o imposto sobre pneus.

“O preço da bomba é mais que duas vezes o preço na Petrobras, boa parte disso são impostos, PIS/Cofis, estamos estudando como exonerar isso”, afirmou Paulo Guedes.

 

 

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