Aumento de arrecadação vai se tornar redução de impostos, promete Guedes
Ao lado do presidente Jair Bolsonaro, ministro da Economia afirmou que o governo quer tirar “o Estado do cangote do povo" brasileiro”

O Ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou em pronunciamento, na manhã desta sexta-feira (5/2), que o governo vai “tirar o Estado do cangote do povo brasileiro”, referindo-se à reforma tributária e à desoneração de impostos. Ao lado do presidente Jair Bolsonaro, o ministro anunciou a proposta do governo de reduzir tributos todas as vezes que a arrecadação começar a subir.
Guedes não deu detalhes de quando vai implementar esse modelo nem explicou como isso seria possível no contexto da crise fiscal agravada pela pandemia da Covid-19.
“Não há espaço para aumento de impostos no Brasil. Se a economia cresce e arrecadação começa a subir, vamos transformar em redução de impostos”, afirmou Guedes.
O governo convocou nesta sexta-feira (5/2) a imprensa para informar que estuda medidas para reduzir impostos sobre os combustíveis. O ministro da Economia disse que o pedido do presidente é “para anteontem” e que o anúncio de propostas nesse sentido será feito antes da reforma tributária ser votada pelo Congresso.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles
Receba no seu email as notícias de Boletim Metrópoles
Frequência de envio: Diário
Ver todas“Se economia cresce e arrecadação sobe, eu reduzo (os impostos). O presidente assumiu esse compromisso com a população brasileira”, lembrou Guedes.
“Por um lado, ele gostaria de zerar esse imposto federal, só que cada centavo são R$ 575 milhões, ou seja dois centavos é R$ 1 bilhão. Então, isso exige uma compensação pelo compromisso de responsabilidade fiscal”, ponderou o ministro.
Na quinta-feira (4/2), o novo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), disse que a reforma tributária será votada pelas duas Casas Legislativas em oito meses.
Caminhoneiros
O ministro também elogiou os caminhoneiros, que tiveram “a sensibilidade de não aderir à ameaça de greve”, que estava prevista para o dia 1º de fevereiro. O governo fez várias movimentações para evitar a paralisação da classe, como aumentar o valor do frete e reduzir o imposto sobre pneus.
“O preço da bomba é mais que duas vezes o preço na Petrobras, boa parte disso são impostos, PIS/Cofis, estamos estudando como exonerar isso”, afirmou Paulo Guedes.






















