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Economia

Guedes admite volta de auxílio emergencial, mas para menos pessoas

Ministro da Economia falou sobre o assunto após ser cobrado pelo presidente do Congresso Rodrigo Pacheco de que essa é uma demanda da Casa

04/02/2021 23:26, atualizado 05/02/2021 01:37
EDU ANDRADE/Ascom/ME
Paulo Guedes, ministro da Economia

Após ser cobrado pelo novo presidente do Congresso, senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG), o ministro da Economia, Paulo Guedes, se manifestou na noite desta quinta-feira (4/2) sobre o auxílio emergencial. A retomada do benefício é defendida pelo senador, que fez hoje sua primeira visita ao ministro depois de ser eleito para um mandato de dois anos na última segunda-feira (1º/2). Antes dele, Guedes recebeu o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), num gesto de reaproximação do Congresso.

O ministro disse em entrevista que o auxílio emergencial “pode ser mais focalizado”, lembrando que 64 milhões de pessoas foram atendidas no ano passado.

A ajuda mensal socorreu pessoas de baixa renda prejudicadas economicamente pela pandemia do novo coronavírus. O governo alega que não tem recursos para prosseguir com o programa nos mesmos moldes e que teve um custo de R$ 300 bilhões.

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“O auxílio emergencial, se nós dispararmos as cláusulas necessárias, dentro de um ambiente fiscal robusto, mais focalizado, em vez de 64 milhões de pessoas, pode ser a metade disso, porque a outra metade retorna para os programas sociais já existentes. Isso nós vamos nos entender rapidamente, porque a situação do Brasil exige essa rapidez”, afirmou o ministro.

Pacheco disse que ouviu do ministro que ele irá buscar uma forma de conciliar o ajuste fiscal com o pagamento do auxílio. “Temos que ter sensibilidade humana e socorrer essas pessoas (vulneráveis)”, informou o senador, alegando que essa é uma “preocupação do Congresso”.

O ministro disse que se o Congresso acionar o estado de calamidade, “temos condição de reagir”, mas observou que para isso é preciso cortar outras despesas. A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) emergencial prevê cortes em gastos do governo, principalmente com servidores (redução de jornada e salários, por exemplo).

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Reforma tributária

Na conversa, os dois também falaram sobre a reforma tributária, uma prioridade do governo. O Congresso discute três propostas de reforma. O presidente do Senado disse que a ideia é votar a medida ainda neste ano. Ele afirmou que caberá aos deputados e senadores decidir qual o melhor texto. “Não vou impor qual projeto da reforma tributária vamos discutir”, esquivou-se.

O encontro de Guedes, Pacheco e Lira, em momentos separados, marca uma nova relação do ministro com o Congresso. Guedes não tinha bom relacionamento com o ex-presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que deixou o cargo na última segunda-feira (1/2), acusado pelo governo de travar a agenda das reformas.

O governo trabalhou para eleger os novos comandantes do Congresso com o objetivo de impor suas pautas no Legislativo.