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Aperto monetário deve continuar, indica Banco Central Europeu

Em suas duas últimas reuniões, o BCE elevou a taxa básica de juros em 0,75 ponto percentual para conter a escalada da inflação na região

atualizado

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Imagem colorida de bandeiras azuis com estrelas amarelas da União Europeia, dispostas uma ao lado da outra, tremulando, com um prédio ao fundo - Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida de bandeiras azuis com estrelas amarelas da União Europeia, dispostas uma ao lado da outra, tremulando, com um prédio ao fundo - Metrópoles - Foto: iStock

A pressão inflacionária na zona do euro continuará sendo um problema para o bloco em 2023, o que indica a manutenção do aperto monetário nos próximos meses. A avaliação é do Banco Central Europeu (BCE), que divulgou nesta quinta-feira (24/11) a ata de sua última reunião, realizada nos dias 27 e 28 de outubro.

No documento, o BCE sinaliza que, na reunião, “expressou-se a opinião de que o aperto monetário provavelmente precisaria continuar depois que a orientação da política monetária tivesse sido normalizada e mudasse para um território amplamente neutro”.

Isabel Schnabel, integrante do Conselho Dirigente do BCE, afirmou que a inflação não deve se dissipar no curto prazo e que o cenário atual pede “uma ação mais determinada” do banco para evitar que haja descontrole.

Em suas duas últimas reuniões, o BCE elevou a taxa básica de juros em 0,75 ponto percentual.

“A argumentação foi a de que um aumento de 0,75 ponto percentual era um passo necessário rumo a um patamar mais neutro”, diz o texto.

“Observou-se que os participantes do mercado estavam precificando um aumento desse tamanho. Ficar aquém dessas expectativas de mercado implicaria um impulso indesejável de afrouxamento, potencialmente minando a confiança no compromisso do Conselho do BCE com a estabilidade de preços.”

Inflação em alta

Em outubro, a inflação na zona do euro registrou alta de 1,5% na comparação com o mês anterior, segundo dados divulgados pelo escritório de estatísticas da UE, o Eurostat.

Na base de comparação anual, a inflação avançou 10,6%. O dado veio em linha com a média das projeções do mercado. O consenso Refinitiv estimava uma taxa de inflação mensal de 1,5% e anual de 10,7%.

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