Durigan diz que Brasil e EUA farão operações conjuntas contra o crime
Ministro da Fazenda, Dario Durigan, acompanhou nesta quinta-feira (7/5) o presidente Lula no encontro com Donald Trump, em Washington
atualizado
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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou, nesta quinta-feira (7/5), que Brasil e Estados Unidos devem avançar na cooperação contra o crime organizado para que os dois países façam operações conjuntas. O ministro também disse que as duas nações devem atuar em parceria para promover asfixia financeira de organizações criminoas.
Durigan falou na embaixada brasileira em Washington, após reunião da comitiva brasileira na Casa Branca com o presidente dos EUA, Donald Trump. A cooperação, segundo o ministro, foi um dos temas tratados pelos dois chefes de Estado no encontro.
“O próximo passo é poder fazer operação conjunta. Receita Federal, polícia, Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) para que além da troca de informação a gente tenha operações”, destacou ele.
Ainda segundo o ministro da Fazenda, os dois países devem atuar em conjunto para agilizar o envio de dinheiro que tenha sido apreendido de cidadãos brasileiros envolvidos com o crime organizado.
“No segundo lugar, lavagem de dinheiro e asfixia do crime organizado (serão feitos conjuntamente). Acelerando os mecanismos para que esses recursos de brasileiros que sonegam no Brasil sejam rapidamente devolvidos ao país”, frisou.
Negociação de parceria
Desde o fim de 2025, o Brasil vinha negociando uma parceria com os EUA para o combate ao crime organizado. No dia 10 de abril deste ano, a Fazenda anunciou um termo de cooperação com os norte-americanos para a troca de informações entre as aduanas brasileira e estadunidense.
O acordo foi batizado de Projeto MIT (Mutual Interdiction Team). O objetivo é integrar esforços de inteligência e operações conjuntas para interceptar remessas ilícitas de armamentos e entorpecentes.
O principal foco do acordo é no combate ao tráfico internacional de armas e drogas. A iniciativa prevê a integração de esforços de inteligência dos dois países e operações conjuntas para interceptar remessas ilícitas de armamentos e entorpecentes.
Essa medida já está em prática, o que Dario afirma agora é que a cooperação vai avançar para outros tipos de ações.












