“Jingle Bells” tem origem racista, aponta estudo americano

A historiadora de teatro Kyna Hamil fez um estudo que aponta a origem da música em uma representação cômica de afroamericanos

atualizado

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black African American race female hand touching knuckles with white Caucasian woman in multiracial diversity
1 de 1 black African American race female hand touching knuckles with white Caucasian woman in multiracial diversity - Foto: iStock

Conhecida mundialmente e considerada uma das principais canções de Natal, a música “Jingle Bells” tem origem racista, de acordo com uma pesquisadora da Universidade de Boston, nos Estados Unidos.

A historiadora de teatro Kyna Hamil fez um estudo que aponta que “Jingle Bells” tem uma “história problemática”, pois originalmente teria sido criada para uma representação cômica de afroamericanos. Segundo essas “origens negra e racista, porém, foram eliminadas sutil e sistematicamente” ao longo do tempo.

A pesquisadora decidiu investigar a música após conhecer a história da “Guerra do Jingle Bells”, uma disputa entre duas cidades Medford (Massachusetts) e Savannah (Georgia), as quais reivindicavam a autoria da canção escrita por James Pierpont, cujo título seria “One Horse Open Sleigh”. Oficialmente, a música foi criada por Pierpont em 16 de setembro de 1857 para ser tocada no feriado de Ação de Graças da sua igreja em Savannah, estado da Geórgia, Estados Unidos, onde ele era o organista.

Pierpont era, além de organista, o diretor do coral da igreja da cidade. Filho de um abolicionista fervoroso, o reverendo John Pierpont, foi voluntário na Guerra Civil americana e casado com a filha do prefeito de Savannah.

No entanto, a estudiosa mencionou em seu estudo que a primeira atuação documentada da música ocorreu em uma encenação de “blackface” (quando artistas pintavam seus rostos com carvão para interpretarem negros) em 1857, em Boston. Além disso, a pesquisadora apontou que palavras como “thro”, “tho’t” e “upsot” indicam uma interpretação racial que tentava parecer “sulista” para uma audiência do norte dos Estados Unidos.

O estudo, no entanto, provocou uma série de críticas contra a historiada. “O que aconteceu com os Estados Unidos da minha infância, quando ninguém se importava com isso?”, questionou um usuário no Twitter.

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