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Mundo

Diplomatas russos deixam embaixada em Washington e retornam a Moscou

Grupo deve embarcar em voo com destino à capital da Rússia na noite deste sábado (31/3)

31/03/2018 20:09, atualizado 31/03/2018 21:56
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Diplomatas russos deixam embaixada em Washington e retornam a Moscou

Um grupo de diplomatas locados na embaixada da Rússia em Washington deixou o endereço neste sábado (31/3), segundo informações da agência russa de notícias Tass. Os outros 60 funcionários russos que ainda estão no local devem embarcar em um voo com destino a Moscou na noite deste sábado.

O fato é mais um capítulo do caso de envenenamento do ex-informante russo do serviço de inteligência britânico, Sergei Skripal, e sua filha, em Salisbury, no sul da Inglaterra, em 4 de março. Ambos foram envenenados por uma substância neurotóxica da era soviética e seguem internados no Reino Unido. Oficiais britânicos dizem que ela está se recuperando, mas seu pai, de 66 anos, permanece em condição crítica.

A primeira-ministra britânica, Theresa May, tem culpado a Rússia pelo ataque aos Skripals – o Kremlin nega a acusação. May recebeu forte apoio dos Estados Unidos e de aliados na Europa sobre a versão britânica de que o governo russo foi o responsável pelo ato.

De acordo com o governo dos Estados Unidos, dos 60 diplomatas, 48 eram funcionários da embaixada russa, situada em Washington, e 12 faziam parte da missão do país para a Organização das Nações Unidas (ONU).

Enquanto isso, em São Petersburgo, na Rússia, enviados dos EUA retiraram a bandeira dos país do lado de fora do Consulado e fecharam o escritório. Hoje era a data limite imposta pelo governo russo, há dois dias, para o fim das atividades no local.

Mais cedo, o Ministério de Relações Exteriores do país russo divulgou uma lista de perguntas dirigidas aos governos do Reino Unido e da França referentes ao caso, questionando o envolvimento da França na investigação.

Também neste sábado (31/3), o governo britânico informou que considera um pedido da Rússia para ter acesso a Yulia Skripal, filha do ex-informante do serviço de inteligência britânico, Sergei Skripal. O departamento de Relações Internacionais do Reino Unido afirmou estar revisando a solicitação, “em linha com as obrigações, com as leis domésticas e internacionais”, já que Yulia é cidadã russa. A avaliação irá considerar os direitos e desejos dela, acrescentou o departamento. Fonte: Associated Press.