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Mundo

Desde Thatcher, Boris Johnson é o 5º premiê a renunciar no Reino Unido

Desde 1979, somente John Major concluiu o período no governo e deixou o cargo após o Partido Conservador perder as eleições gerais

07/07/2022 10:34
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Boris Johnson

Apesar do ex-primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, afirmar que o cargo “é o melhor emprego do mundo”, ele é o quinto premiê a renunciar ao posto desde Margaret Thatcher, a mais longeva primeira-ministra britânica desde o século 20.

Nesta quinta-feira (7/7), Johnson anunciou que deixará o cargo em outubro após um escândalo sexual desestabilizar o governo. Ele estava no comando político inglês desde junho de 2019.

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Ele permaneceu como primeiro-ministro até a eleição de Liz Truss
Boris Johnson renunciou aos cargos de líder do Partido Conservador e primeiro-ministro, após sofrer pressão de seu partido
A saída de Boris Johnson já havia sido anunciada por veículos de imprensa britânicos, após escalada em escândalo de assédio sexual
“Nos últimos dias, ficou difícil conseguir. É minha função junto a vocês continuar fazendo o que prometi em 2019. Estou triste por desistir do melhor emprego do mundo”, afirmou Johnson durante o discurso em frente ao número 10 da Downing Street, residência oficial
No discurso de renúncia, o então primeiro-ministro disse ter tentado persuadir os colegas de que mudar de líder seria “excêntrico”, mas não conseguiu convencê-los. Boris afirmou que a medida foi necessária, mesmo o partido tenha um “vasto mandato” e esteja apenas “um punhado de pontos atrás nas pesquisas”
O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, dirige-se à nação ao anunciar sua renúncia, do lado de fora da 10 Downing Street, em 7 de julho de 2022
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O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, dirige-se à nação ao anunciar sua renúncia, do lado de fora da 10 Downing Street, em 7 de julho de 2022

Vudi Xhymshiti/Agência Anadolu via Getty Images
Ele permaneceu como primeiro-ministro até a eleição de Liz Truss
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Ele permaneceu como primeiro-ministro até a eleição de Liz Truss

Gareth Fuller/PA Images via Getty Images
Boris Johnson renunciou aos cargos de líder do Partido Conservador e primeiro-ministro, após sofrer pressão de seu partido
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Boris Johnson renunciou aos cargos de líder do Partido Conservador e primeiro-ministro, após sofrer pressão de seu partido

Leon Neal/Getty Images
A saída de Boris Johnson já havia sido anunciada por veículos de imprensa britânicos, após escalada em escândalo de assédio sexual
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A saída de Boris Johnson já havia sido anunciada por veículos de imprensa britânicos, após escalada em escândalo de assédio sexual

Dan Kitwood/Getty Images
“Nos últimos dias, ficou difícil conseguir. É minha função junto a vocês continuar fazendo o que prometi em 2019. Estou triste por desistir do melhor emprego do mundo”, afirmou Johnson durante o discurso em frente ao número 10 da Downing Street, residência oficial
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“Nos últimos dias, ficou difícil conseguir. É minha função junto a vocês continuar fazendo o que prometi em 2019. Estou triste por desistir do melhor emprego do mundo”, afirmou Johnson durante o discurso em frente ao número 10 da Downing Street, residência oficial

Leon Neal/Getty Images
No discurso de renúncia, o então primeiro-ministro disse ter tentado persuadir os colegas de que mudar de líder seria “excêntrico”, mas não conseguiu convencê-los. Boris afirmou que a medida foi necessária, mesmo o partido tenha um “vasto mandato” e esteja apenas “um punhado de pontos atrás nas pesquisas”
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No discurso de renúncia, o então primeiro-ministro disse ter tentado persuadir os colegas de que mudar de líder seria “excêntrico”, mas não conseguiu convencê-los. Boris afirmou que a medida foi necessária, mesmo o partido tenha um “vasto mandato” e esteja apenas “um punhado de pontos atrás nas pesquisas”

Carl Court/Getty Images

Desde o mandato de Thatcher, entre 1979 e 1990, somente John Major concluiu o período no governo e deixou o cargo após o Partido Conservador perder as eleições gerais para o Partido Trabalhista.

Tony Blair, em 2007; Gordon Brow, em 2010; David Cameron, em 2016; e Theresa May, em 2019 renunciaram em meio a pressões, crise ou escândalos.

David Cameron e Theresa May têm algo em comum: deixaram o cargo de premiê por embates no Reino Unido em relação à saída da União Europeia.

Cameron deixou o mais alto posto político do país fora da realeza em outubro de 2016, após um referendo aprovar a saída do Reino Unido do bloco. Ele era contra.

Theresa May, com a popularidade em alta, tentou levar o plano de saída à frente, mas esbarrou em pressões dentro do próprio partido, o Conservador, e do parlamento.

Crise com Johnson

Após o escândalo de assédio sexual envolvendo o ex-vice-líder do governo no Parlamento, Pincher renunciou, na quinta-feira (30/6), após ter sido acusado de apalpar dois convidados em um jantar privado na noite anterior. Em carta enviada a Johnson, ele admitiu que havia bebido demais, causado incômodo e “envergonhado” outras pessoas.

O caso ganhou ainda mais visibilidade após Simon McDonald, um ex-funcionário do Ministério das Relações Exteriores, alegar que Downing Street — gabinete do primeiro-ministro — mentiu ao dizer que não sabia de denúncias anteriores de assédio contra Pincher.

As novas polêmicas causaram ainda mais frustração a parlamentares da legenda, que estariam cansados de defender um governo. O imbróglio colaborou com a saída em massa de membros do alto escalão.

Renúncia histórica

No Reino Unido, uma das renúncias mais emblemáticas é a de Margaret Thatcher. Ela foi a primeira premier mulher do país, e do mandato mais longo, de 1979 a 1990, eleita três vezes, e  forçada a renunciar pelo seu próprio partido por ter exagerado no autoritarismo contra os homens do governo.

Os anos Thatcher ficaram marcados por grandes modificações econômicas e modernizações. Ela promoveu a desestatização de empresas, adotou nova política econômica, reduziu impostos. Na contramão, combateu sindicatos e lutou contra o salário mínimo nacional.

O estilo duro de governar a tornou conhecida como a Dama de Ferro. Firme e objetiva, consumava comandar o país e o governo com mãos de ferro, o que incomodou lideranças do Partido Conservador.