Demissão de Pam Bondi pode estar ligada à atuação dela no caso Epstein
Demissão de Pam Bondi ocorre após críticas à condução de investigação e pressão do Congresso sobre arquivos do caso de Jeffrey Epstein
atualizado
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A demissão de Pam Bondi do cargo de procuradora-geral dos Estados Unidos parece ter sido impulsionada pela insatisfação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com sua atuação no caso envolvendo o ex-financista e criminoso sexual Jeffrey Epstein.
O anúncio foi feito pelo republicano na rede social Truth Social, nesta quinta-feira (2/4). Na publicação, Trump elogiou a atuação de Bondi à frente do Departamento de Justiça, destacando a queda nos índices de criminalidade e afirmando que ela assumirá um novo cargo no setor privado.
“Amamos Pam, e ela fará a transição para um novo emprego muito necessário e importante no setor privado”, escreveu.
Saída sob pressão
Apesar do tom cauteloso e com um discurso repleto de elogios, a demissão ocorre após dias de desgaste interno. Trump já vinha discutindo com aliados a possibilidade de substituir Bondi e chegou a ter uma conversa considerada “dura” com a então procuradora-geral.
A insatisfação, segundo a imprensa internacional, foi impulsionada principalmente pela repercussão negativa entre o republicano e aliados sobre a condução dos arquivos relacionados a Epstein.
Congresso intensifica cobrança
O Comitê de Supervisão da Câmara, liderado pelo republicano James Comer, intimou formalmente a procuradora-geral para prestar esclarecimentos sobre a condução do caso.
Parlamentares investigam uma possível “má gestão” na apuração e na divulgação de documentos ligados a Epstein e seus associados. A ofensiva ganhou força após críticas, inclusive dentro do Partido Republicano, como as da congressista Nancy Mace, que acusou o Departamento de Justiça de promover um “acobertamento”.
Bondi foi convocada a depor no Congresso ainda neste mês, em meio à escalada de questionamentos.
A crise se intensificou após a divulgação de milhões de documentos do caso, conforme previsto por lei sancionada por Trump. Legisladores criticaram a forma como o material foi tratado, apontando falhas na proteção de informações sensíveis de vítimas, ao mesmo tempo em que dados de outras pessoas teriam sido preservados.
O episódio gerou reação negativa tanto entre democratas quanto republicanos, ampliando o desgaste da então procuradora-geral, tanto internamente quanto externamente.
Segundo o presidente, o atual vice-procurador-geral, Todd Blanche, assumirá interinamente o comando da pasta.








