Donald Trump demite procuradora-geral Pam Bondi
Uma das principais aliadas de Donald Trump, Pam Bondi, deixa o cargo de procuradora-geral dos Estados Unidos
atualizado
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, demitiu nesta quinta-feira (2/4) a procuradora-geral Pam Bondi. O anúncio foi feito pelo republicano em sua rede social, Truth Social.
Na publicação, Trump elogiou a atuação de Bondi à frente do Departamento de Justiça, afirmando que ela conduziu uma ampla ofensiva contra a criminalidade no país e destacou a queda nos índices de homicídio. O presidente também afirmou que a ex-procuradora-geral deverá assumir, em breve, uma nova função no setor privado.
“Amamos Pam, e ela fará a transição para um novo emprego muito necessário e importante no setor privado, cuja data será anunciada em breve”, declarou.
Ainda segundo Trump, o atual vice-procurador-geral, Todd Blanche, assumirá o comando da pasta de forma interina até a definição de um substituto definitivo.
Saída premeditada
Nos últimos dias, o líder norte-americano já vinha discutindo com aliados a possibilidade de substituir Bondi. Nesta quarta-feira, o presidente conversou diretamente com a então procuradora-geral em uma reunião descrita como “dura”.
A insatisfação do republicano teria sido impulsionada, principalmente, pela repercussão negativa entre aliados sobre a condução dos arquivos ligados ao ex-financista Jeffrey Epstein. Trump também teria reclamado da falta de avanços em investigações contra adversários políticos.
Apesar das críticas, o presidente chegou a demonstrar apoio público à então procuradora-geral dias antes da demissão, afirmando que ela “estava fazendo um bom trabalho”. Nos bastidores, porém, interlocutores descrevem conversas frequentes entre os dois, com momentos de desgaste ao longo dos últimos meses.
Mudanças em ação
A demissão de Bondi ocorre em meio a uma série de mudanças na equipe de governo. Recentemente, Trump também dispensou a secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, na primeira baixa do gabinete em seu atual mandato.
Bondi havia sido confirmada no cargo em 2025 por margem apertada no Senado, após ser escolhida como alternativa ao ex-deputado Matt Gaetz, que retirou sua indicação por falta de apoio político.






