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Mundo

Cruz Vermelha após ultimato de Trump ao Irã: "Ameaças não devem ser normalizadas"

Organização humanitária pediu pela preservação de civis e bens civis após Trump ameaçar atacar usinas e pontes

07/04/2026 02:07, atualizado 07/04/2026 05:33
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Reprodução/Casa Branca
Imagens mostram disparo de submarino dos EUA que afundou navio do Irã - Metrópoles

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha alertou para os riscos da ameaça feita pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao Irã nessa segunda-feira (6/4). “Ameaças deliberadas – retóricas ou concretas – contra infraestruturas civis essenciais e instalações nucleares não devem ser normalizadas na guerra”, disse em comunicado. 

Trump deu um ultimato ao país persa após as negociações não avançarem. Segundo o norte-americano, ele pode destruir o país inteiro em uma noite e ameaçou atacar usinas de energia e pontes, o que é considerado crime de guerra pelo direito internacional. 

“O mais alarmante são as potenciais ameaças às instalações nucleares. Qualquer erro de cálculo pode ter consequências irreversíveis para as gerações futuras”, destacou a Cruz Vermelha.

A organização humanitária disse que as equipes no Oriente Médio já relatam a destruição de alvos civis, como usinas de energia, sistemas de água, hospitais, estradas, pontes, casas, escolas e universidades. “Toda guerra travada sem limites é incompatível com o Direito. É indefensável, desumana e devastadora para populações inteiras”, acrescentou.

Por fim, o comunicado pede que as partes da Convenções de Genebra, do qual os Estados Unidos são signatários, preservem civis e bens civis. “Faço um apelo urgente às partes para que preservem pessoas civis e bens civis em todas as operações militares. É sua obrigação segundo o Direito Internacional Humanitário (DIH). Os Estados devem respeitar e garantir o respeito às normas da guerra, tanto no que dizem quanto no que fazem. O mundo não pode sucumbir a uma cultura política que prioriza a morte em detrimento da vida”, disse.